UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2022
Paciente de 63 anos, sem comorbidades, apresenta sintomas severos do trato urinário inferior, graduado pelo IPSS, mesmo em uso de antagonista alfa-adrenérgico (tansulosina 0,4mg por dia) e inibidor de 5-alfa-redutase (dutasterida 0,5mg por dia), há mais de 12 meses. Traz PSA com valor 2,5ng/mL, ultrassonografia de próstata via abdominal, demonstrando próstata de 56g com resíduo pós-miccional grande e estudo urodinâmico apresentando obstrução infravesical. Ao exame do toque retal, a próstata apresenta-se fibroelástica, lisa e globosa. A conduta a ser tomada é a de:
HPB com sintomas severos, falha terapêutica dupla (alfa-bloq + 5-ARI), obstrução infravesical e resíduo pós-miccional grande → indicação cirúrgica (RTU de próstata).
O paciente apresenta sintomas severos de HPB refratários ao tratamento combinado com alfa-bloqueador e inibidor de 5-alfa-redutase por mais de 12 meses. A presença de resíduo pós-miccional grande e obstrução infravesical confirmada por urodinâmica, juntamente com o tamanho da próstata (56g), indica falha do tratamento clínico e clara necessidade de intervenção cirúrgica, sendo a ressecção transuretral de próstata (RTU de próstata) a conduta mais apropriada.
A Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) é uma condição comum em homens idosos, caracterizada pelo aumento benigno da próstata que pode levar a sintomas do trato urinário inferior (STUI), como urgência, frequência, noctúria, jato fraco e esvaziamento incompleto. A prevalência aumenta com a idade, afetando significativamente a qualidade de vida. A importância clínica reside na necessidade de diferenciar de outras condições prostáticas e na escolha do tratamento adequado para aliviar os sintomas e prevenir complicações. A fisiopatologia da HPB envolve o crescimento estromal e glandular da próstata, influenciado por hormônios sexuais (testosterona e di-hidrotestosterona) e fatores de crescimento. O diagnóstico é baseado na história clínica, escore IPSS (International Prostate Symptom Score), toque retal, dosagem de PSA e exames de imagem como ultrassonografia. O estudo urodinâmico pode ser útil para confirmar a obstrução infravesical. A suspeita deve surgir em homens > 50 anos com STUI progressivos. O tratamento da HPB varia de observação vigilante a intervenção cirúrgica. O tratamento clínico inclui alfa-bloqueadores (como tansulosina) para relaxar a musculatura lisa da próstata e bexiga, e inibidores da 5-alfa-redutase (como dutasterida) para reduzir o volume prostático. Quando o tratamento clínico falha, ou em casos de complicações, a cirurgia é indicada. A Ressecção Transuretral de Próstata (RTU de Próstata) é o padrão-ouro para próstatas de até 80g, oferecendo alívio eficaz dos sintomas obstrutivos. Outras opções incluem enucleação a laser e prostatectomia aberta para próstatas maiores.
As indicações para cirurgia na HPB incluem falha do tratamento clínico, sintomas severos que afetam a qualidade de vida, complicações como retenção urinária aguda recorrente, infecções urinárias de repetição, litíase vesical, hematúria macroscópica recorrente e insuficiência renal obstrutiva.
O estudo urodinâmico é útil para confirmar a presença de obstrução infravesical e avaliar a função do detrusor, especialmente em casos de sintomas atípicos, falha do tratamento clínico ou suspeita de disfunção vesical primária, auxiliando na decisão terapêutica.
As opções cirúrgicas para HPB incluem a Ressecção Transuretral de Próstata (RTU de Próstata), que é o padrão-ouro para próstatas de tamanho moderado, e cirurgias abertas ou minimamente invasivas (como enucleação a laser) para próstatas maiores.
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