HPB: Alfabloqueadores como 1ª Linha para STUI

UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025

Enunciado

Homem de 67 anos queixa-se de dificuldade miccional, jato urinário fraco e sensação de esvaziamento incompleto da bexiga, há 6 meses. Nega hematúria, infecções urinárias recorrentes e sintomas de disfunção erétil. AP: HAS controlada. Toque retal: próstata aumentada e consistência elástica.A primeira linha de tratamento farmacológico deve ser:

Alternativas

  1. A) inibidor da 5-alfa-redutase.
  2. B) alfabloqueador.
  3. C) anti-inflamatório não esteroide.
  4. D) inibidor da fosfodiesterase tipo 5.

Pérola Clínica

HPB com STUI obstrutivos → alfabloqueadores são 1ª linha para alívio rápido dos sintomas, relaxando musculatura prostática.

Resumo-Chave

Em pacientes com Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) e sintomas do trato urinário inferior (STUI) obstrutivos, como dificuldade miccional e jato fraco, os alfabloqueadores são a primeira linha de tratamento farmacológico. Eles agem relaxando a musculatura lisa da próstata e do colo da bexiga, promovendo alívio rápido dos sintomas.

Contexto Educacional

A Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) é uma condição comum em homens idosos, caracterizada pelo crescimento não maligno da próstata, que pode levar a sintomas do trato urinário inferior (STUI). A prevalência aumenta com a idade, afetando mais de 50% dos homens acima de 60 anos. É fundamental para o médico residente reconhecer os sintomas obstrutivos (dificuldade miccional, jato fraco, esvaziamento incompleto) e irritativos (frequência, noctúria, urgência) para um diagnóstico e manejo adequados. A fisiopatologia envolve o crescimento do estroma e do epitélio prostático, influenciado por hormônios androgênicos. O diagnóstico é clínico, baseado na história, exame físico (toque retal para avaliar tamanho e consistência da próstata) e exames complementares como o PSA e urofluxometria. A avaliação da gravidade dos sintomas é feita por escalas como o IPSS (International Prostate Symptom Score). O tratamento farmacológico é a primeira linha para a maioria dos pacientes com STUI moderados a graves. Os alfabloqueadores (ex: tansulosina, alfuzosina) são a escolha inicial, pois relaxam a musculatura lisa da próstata e do colo da bexiga, proporcionando alívio rápido dos sintomas. Inibidores da 5-alfa-redutase são indicados para próstatas maiores, atuando na redução do volume prostático a longo prazo. A combinação de ambas as classes pode ser utilizada em casos selecionados. A escolha do tratamento depende da gravidade dos sintomas, tamanho da próstata e preferência do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas mais comuns da Hiperplasia Prostática Benigna (HPB)?

Os sintomas da HPB são classificados como obstrutivos (jato urinário fraco, hesitação, intermitência, esvaziamento incompleto, gotejamento pós-miccional) e irritativos (frequência urinária, noctúria, urgência). O caso clínico descreve sintomas obstrutivos clássicos, que são comuns na HPB.

Por que os alfabloqueadores são a primeira linha de tratamento para HPB?

Os alfabloqueadores agem relaxando a musculatura lisa do estroma prostático e do colo da bexiga, reduzindo a resistência ao fluxo urinário. Isso proporciona um alívio rápido e significativo dos sintomas do trato urinário inferior (STUI), sendo eficazes independentemente do tamanho da próstata.

Quando considerar o uso de inibidores da 5-alfa-redutase na HPB?

Os inibidores da 5-alfa-redutase (como finasterida e dutasterida) são indicados para pacientes com próstatas maiores (>30-40g) e/ou níveis elevados de PSA, pois atuam reduzindo o volume prostático. Seu efeito no alívio dos sintomas é mais lento e geralmente são usados em combinação com alfabloqueadores ou em casos de progressão da doença.

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