SMS Goiânia - Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (GO) — Prova 2020
Roberto tem 62 anos, possui forte vínculo com a equipe da Unidade Básica de Saúde, onde frequenta há 10 anos. Em consulta com Tales, seu Médico de Família e Comunidade, relatou que estava sofrendo há 2 meses com jato urinário fraco e sono perturbado pois tem que levantar 4 vezes à noite para urinar. Roberto não possui comorbidades e não faz uso de medicamentos de uso contínuo. Tales aplicou o IPSS (questionário) que indicou sintomas moderados e realizou toque retal que não apresentou alterações. Abaixo estão os exames laboratoriais realizados recentemente por Roberto:Glicemia de jejum = 86; Creatinina = 1,1; PSA total = 2,4; EAS = ausência de leucocitúria ou hematúria; Urocultura = negativa;Assinale a alternativa que indica o melhor manejo no caso de Roberto:
LUTS moderados por HPB com DRE/PSA normais → iniciar alfa-bloqueador para alívio sintomático.
Em pacientes com sintomas moderados do trato urinário inferior (LUTS) sugestivos de Hiperplasia Prostática Benigna (HPB), com toque retal e PSA dentro da normalidade, a primeira linha de tratamento farmacológico são os alfa-bloqueadores. Estes medicamentos relaxam a musculatura lisa da próstata e colo vesical, melhorando o fluxo urinário e aliviando a noctúria e o jato fraco.
A Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) é uma condição comum em homens idosos, caracterizada pelo aumento benigno da próstata que pode levar a Sintomas do Trato Urinário Inferior (LUTS). Estes sintomas incluem jato urinário fraco, noctúria, urgência e frequência, impactando significativamente a qualidade de vida. A avaliação inicial envolve a história clínica, o questionário IPSS (International Prostate Symptom Score) para quantificar a gravidade dos sintomas, o toque retal para avaliar a próstata e exames laboratoriais como PSA, creatinina e EAS para excluir outras causas. No caso de Roberto, com LUTS moderados (IPSS moderado) e exames complementares sem alterações significativas (PSA normal, toque retal sem nódulos, urocultura negativa), o manejo mais adequado é o início de terapia farmacológica. Os alfa-bloqueadores são a primeira linha de tratamento para sintomas moderados a graves de HPB. Eles atuam relaxando a musculatura lisa do estroma prostático e do colo da bexiga, o que reduz a resistência ao fluxo urinário e melhora os sintomas obstrutivos e irritativos de forma rápida. Outras opções como inibidores da 5-alfa-redutase (finasterida, dutasterida) são indicados para próstatas maiores e atuam reduzindo o volume prostático, mas têm início de ação mais lento. Medidas comportamentais são úteis para sintomas leves. Exames como ultrassom de próstata ou estudo urodinâmico são reservados para casos específicos, como suspeita de complicações, falha terapêutica ou antes de cirurgia. O acompanhamento regular é crucial para monitorar a resposta ao tratamento e a progressão da doença.
Os principais sintomas da HPB são conhecidos como Sintomas do Trato Urinário Inferior (LUTS), que incluem sintomas obstrutivos (jato urinário fraco, hesitação, intermitência, esvaziamento incompleto) e irritativos (frequência urinária, urgência, noctúria).
O tratamento farmacológico é indicado para pacientes com sintomas moderados a graves (IPSS > 7). A primeira linha são os alfa-bloqueadores (como tansulosina ou alfuzosina), que agem relaxando a musculatura lisa da próstata e colo da bexiga, promovendo alívio rápido dos sintomas.
O PSA (Antígeno Prostático Específico) e o toque retal são importantes para rastrear câncer de próstata e avaliar o tamanho da glândula, mas não são diagnósticos de HPB por si só. Em pacientes com LUTS, valores normais de PSA e toque retal sem alterações não excluem HPB e não impedem o início do tratamento sintomático.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo