Hiperplasia Prostática Benigna: IPSS e Opções de Tratamento

UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2020

Enunciado

A hiperplasia prostática benigna (HPB) é considerada a neoplasia interna benigna mais comum do homem adulto. Apesar de ser uma doença benigna, em casos mais graves, pode exigir cirúrgico complexo. O Escore internacional de Sintomas Prostáticos, International Prostate Symptom Score (IPSS), classifica a intensidade dos sintomas e propõe as modalidades de tratamentos a serem consideradas. Em relação ao escore IPSS e ao tratamento da hiperplasia prostática benigna, é INCORRETO afirmar.

Alternativas

  1. A) Uma pontuação de escore IPSS abaixo de 7 corresponde a sintomas leves.
  2. B) O tratamento farmacológico envolve terapias combinadas, isoladas e alternativas, dentre elas, bloqueio alfa- adrenérgico e uso de inibidore da 5-alfarredutase.
  3. C) A cirurgia aberta é considerada, em pontuações do escore IPSS, maiores que 15, mesmo na ausência de outros parâmetros (resíduo, redução do fluxo miccional) ou complicações.
  4. D) Na hiperplasia prostática benigna, a pontuação de 10 pontos no IPSS, pode ter tratamento cirúrgico transuretral e farmacológico.
  5. E) Pacientes com sintomas discretos são passiveis de acompanhamento urológico sem tratamento (vigilância ativa).

Pérola Clínica

IPSS > 15 indica sintomas graves, mas cirurgia aberta para HPB exige mais que só o escore, como complicações ou próstata volumosa.

Resumo-Chave

O escore IPSS é uma ferramenta crucial para classificar a gravidade dos sintomas da HPB, mas a decisão terapêutica, especialmente a cirúrgica, não se baseia apenas nele. Complicações, volume prostático e falha do tratamento farmacológico são fatores determinantes para a indicação cirúrgica.

Contexto Educacional

A Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) é uma condição comum em homens idosos, caracterizada pelo crescimento não maligno da próstata, que pode levar a sintomas do trato urinário inferior (STUI). O International Prostate Symptom Score (IPSS) é uma ferramenta padronizada e validada para avaliar a gravidade dos sintomas e monitorar a resposta ao tratamento. O manejo da HPB varia desde a vigilância ativa para sintomas leves até o tratamento farmacológico e cirúrgico para casos mais graves. O tratamento farmacológico inclui alfa-bloqueadores, que relaxam a musculatura lisa da próstata e colo vesical, e inibidores da 5-alfarredutase, que reduzem o volume prostático. A escolha depende da gravidade dos sintomas e do tamanho da próstata. A indicação cirúrgica para HPB não se baseia exclusivamente no IPSS, mas também na presença de complicações, falha do tratamento clínico, preferência do paciente e volume prostático. A ressecção transuretral da próstata (RTU-P) é a técnica cirúrgica mais comum, enquanto a cirurgia aberta é geralmente reservada para próstatas de volumes muito grandes ou em casos de comorbidades específicas.

Perguntas Frequentes

Como o escore IPSS classifica a gravidade dos sintomas da HPB?

O escore IPSS classifica os sintomas em leves (0-7 pontos), moderados (8-19 pontos) e graves (20-35 pontos), auxiliando na decisão terapêutica e no acompanhamento do paciente.

Quais são as principais classes de medicamentos para tratar a HPB?

As principais classes são os bloqueadores alfa-adrenérgicos (relaxam a musculatura lisa da próstata e bexiga) e os inibidores da 5-alfarredutase (reduzem o volume prostático), que podem ser usados isoladamente ou em combinação.

Quando a cirurgia é indicada para a Hiperplasia Prostática Benigna?

A cirurgia é indicada para pacientes com sintomas moderados a graves que não respondem ao tratamento farmacológico, ou na presença de complicações como retenção urinária refratária, infecções urinárias de repetição, cálculos vesicais ou insuficiência renal.

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