Tratamento da HPB: Quando Indicar Terapia Combinada?

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Um homem de 68 anos procura atendimento médico queixando-se de jato urinário fraco, hesitação miccional e necessidade de acordar quatro vezes por noite para urinar (noctúria) há cerca de um ano. Ele possui diagnóstico prévio de hipertensão arterial sistêmica, em uso regular de anlodipino 5 mg/dia, mas relata episódios frequentes de tontura e escurecimento visual ao se levantar rapidamente da cama ou de cadeiras. Ao exame físico, o toque retal evidencia uma próstata aumentada de volume, estimada em 55 gramas, de consistência fibroelástica e sem nódulos. Os exames laboratoriais mostram um PSA de 3,6 ng/mL e creatinina de 1,0 mg/dL. A ultrassonografia de vias urinárias confirma o volume prostático e revela um resíduo pós-miccional de 130 mL, sem evidência de hidronefrose. Com base nas evidências clínicas para o tratamento da Hiperplasia Prostática Benigna (HPB), a conduta farmacológica inicial mais adequada para este paciente é:

Alternativas

  1. A) Prescrever tansulosina isoladamente, visando o alívio rápido dos sintomas obstrutivos com menor risco de hipotensão postural.
  2. B) Indicar terapia combinada com tansulosina e finasterida, objetivando melhora sintomática e redução do risco de progressão da doença.
  3. C) Iniciar monoterapia com doxazosina, aproveitando seu efeito dual no controle da pressão arterial e no relaxamento do colo vesical.
  4. D) Recomendar a ressecção transuretral da próstata (RTU-P) imediata, dado o volume prostático e a falha potencial do tratamento clínico em próstatas acima de 50g.

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