Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2022
Paciente do sexo feminino de 43 anos de idade foi submetida a ressonância nuclear magnética por queixa osteoarticular lombossacral e como achado foi encontrada lesão de 4,3 cm no segmento VII do fígado. O radiologista fechou o diagnóstico como hiperplasia nodular focal. A melhor conduta para o diagnóstico é descrita na alternativa:
HNF hepática assintomática e com diagnóstico radiológico típico → acompanhamento ambulatorial.
A hiperplasia nodular focal (HNF) é uma lesão hepática benigna comum, geralmente assintomática e descoberta incidentalmente. Quando o diagnóstico radiológico é conclusivo (especialmente por RM com contraste), a conduta é conservadora, sem necessidade de biópsia ou ressecção.
A hiperplasia nodular focal (HNF) é a segunda lesão hepática benigna mais comum, superada apenas pelo hemangioma. Afeta predominantemente mulheres jovens e é frequentemente descoberta incidentalmente em exames de imagem realizados por outras razões. Sua importância clínica reside na necessidade de diferenciá-la de lesões malignas ou com potencial de malignidade, como o adenoma hepático. O diagnóstico da HNF é primariamente radiológico, com a ressonância magnética (RM) sendo o método de imagem de escolha devido à sua alta sensibilidade e especificidade. Características típicas incluem a presença de uma cicatriz central, realce arterial homogêneo e captação tardia da cicatriz. A fisiopatologia envolve uma resposta hiperplásica hepatocitária a uma anomalia vascular local. A conduta para HNF com diagnóstico radiológico conclusivo e paciente assintomático é o acompanhamento ambulatorial, sem necessidade de intervenção cirúrgica ou biópsia. A ressecção cirúrgica é considerada apenas em casos de sintomas atribuíveis à lesão (raro) ou em situações de dúvida diagnóstica persistente após exames de imagem avançados. O prognóstico é excelente, sem risco de malignização.
A HNF tipicamente apresenta uma cicatriz central na tomografia ou ressonância, com realce arterial homogêneo e captação tardia da cicatriz, sendo hiperintensa em T2.
A biópsia é geralmente reservada para casos atípicos ou quando o diagnóstico por imagem não é conclusivo, a fim de diferenciar de outras lesões hepáticas, como adenoma ou carcinoma.
Os principais diferenciais incluem adenoma hepático, carcinoma hepatocelular (CHC), hemangioma e metástases, sendo a diferenciação crucial para a conduta.
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