Hospital Unimed-Rio (RJ) — Prova 2024
Paciente de 30 anos vem para consulta de rotina no consultório, acompanhada do marido. Estão tentando engravidar há aproximadamente 5 meses, sem sucesso. Nega demais queixas no momento. Traz resultado de biopsia endometrial, que identificou hiperplasia simples sem atipia. A respeito da conduta neste caso, assinale a alternativa correta:
Hiperplasia endometrial simples sem atipia + desejo de engravidar → DIU de levonorgestrel (tratamento e contracepção temporária).
A hiperplasia endometrial simples sem atipia tem baixo risco de malignização e é tratada com progestagênios. O DIU de levonorgestrel é o tratamento preferencial, pois libera progestagênio localmente, revertendo a hiperplasia e oferecendo contracepção enquanto a condição é tratada, antes de novas tentativas de gravidez.
A hiperplasia endometrial é uma proliferação excessiva das glândulas endometriais, geralmente causada por estimulação estrogênica sem oposição de progesterona. A hiperplasia simples sem atipia é a forma mais benigna, com baixo risco de progressão para câncer endometrial (aproximadamente 1-3% em 20 anos). Em mulheres jovens com desejo de engravidar, a preservação da fertilidade é uma prioridade. O tratamento da hiperplasia endometrial simples sem atipia é clínico, com o objetivo de induzir a atrofia do endométrio e reverter a proliferação. A terapia com progestagênios é a base do tratamento. O dispositivo intrauterino (DIU) liberador de levonorgestrel é considerado o tratamento de primeira linha, pois libera o progestagênio diretamente no endométrio, alcançando altas concentrações locais com mínimos efeitos sistêmicos. Isso resulta em alta taxa de regressão da hiperplasia e é bem tolerado. Embora a paciente esteja tentando engravidar, a hiperplasia endometrial pode dificultar a concepção e, consequentemente, deve ser tratada antes de novas tentativas. O DIU de levonorgestrel, além de tratar a hiperplasia, oferece contracepção temporária, permitindo que o endométrio se normalize. Após a regressão da hiperplasia (confirmada por biópsia de controle), a paciente pode remover o DIU e retomar as tentativas de gravidez. Histerectomia é uma opção para casos de hiperplasia atípica ou falha do tratamento clínico em mulheres que não desejam mais gestar.
A hiperplasia endometrial simples sem atipia tem um risco muito baixo de progressão para câncer (cerca de 1-3%), sendo considerada uma condição benigna que responde bem ao tratamento clínico.
O DIU de levonorgestrel libera progestagênio diretamente no endométrio, induzindo atrofia e revertendo a hiperplasia de forma eficaz, com menos efeitos sistêmicos e alta adesão.
A hiperplasia endometrial pode dificultar a implantação do embrião e, consequentemente, a gravidez. O tratamento da hiperplasia é fundamental antes de novas tentativas de concepção.
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