Hiperplasia Endometrial: Manejo com SIU-LNG

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025

Enunciado

Paciente de 45 anos, com história de ciclos menstruais regulares, apresenta sangramento uterino anormal (SUA) intermitente nos últimos seis meses. Foi realizada biópsia de endométrio que revelou hiperplasia endometrial simples sem atipias. Após exclusão de malignidade, qual seria A MELHOR ESTRATÉGIA de manejo a longo prazo no seguimento ambulatorial, levando-se em conta fatores de risco para recorrência?

Alternativas

  1. A) Ablação endometrial seguida de monitoramento anual.
  2. B) Administração contínua de progestágenos orais por seis meses.
  3. C) Inserção de sistema intrauterino de levonorgestrel (SIU-LNG).
  4. D) Tratamento com estrogênio conjugado seguido de nova biópsia.

Pérola Clínica

Hiperplasia endometrial simples sem atipias → SIU-LNG é a melhor opção para controle e prevenção de recorrência.

Resumo-Chave

A hiperplasia endometrial simples sem atipias tem baixo risco de progressão para câncer, mas requer manejo para controlar o sangramento e prevenir recorrência. O SIU-LNG libera progestágeno diretamente no endométrio, induzindo atrofia e reduzindo a proliferação, sendo altamente eficaz.

Contexto Educacional

A hiperplasia endometrial é uma proliferação excessiva das glândulas endometriais, geralmente causada por estimulação estrogênica prolongada e desequilibrada sem oposição progestagênica. É uma condição comum que se manifesta principalmente como sangramento uterino anormal (SUA) e é classificada histologicamente em simples ou complexa, com ou sem atipias. A hiperplasia simples sem atipias é a forma de menor risco de progressão para câncer endometrial. O diagnóstico é feito por biópsia endometrial, que é crucial para excluir malignidade e determinar o tipo de hiperplasia. Uma vez confirmada a hiperplasia simples sem atipias e excluída a malignidade, o objetivo do manejo é controlar o sangramento, reverter a hiperplasia e prevenir a recorrência, especialmente em pacientes que desejam preservar o útero. A estratégia de manejo a longo prazo mais eficaz para hiperplasia endometrial simples sem atipias é a inserção de um sistema intrauterino de levonorgestrel (SIU-LNG). Este dispositivo libera progestágeno localmente no endométrio, induzindo atrofia e inibindo a proliferação glandular, com altas taxas de regressão da hiperplasia e baixas taxas de recorrência, além de ser bem tolerado e oferecer contracepção.

Perguntas Frequentes

Quais são os fatores de risco para hiperplasia endometrial?

Fatores de risco incluem obesidade, anovulação crônica, terapia de reposição hormonal com estrogênio sem progestágeno, tamoxifeno, síndrome dos ovários policísticos e idade avançada.

Por que o SIU-LNG é considerado a melhor opção para hiperplasia endometrial sem atipias?

O SIU-LNG libera levonorgestrel diretamente no endométrio, promovendo atrofia e inibindo a proliferação endometrial de forma eficaz, com menos efeitos sistêmicos e alta taxa de sucesso na reversão da hiperplasia e prevenção de recorrência.

Qual a diferença entre hiperplasia endometrial simples e complexa, com e sem atipias?

A hiperplasia simples e complexa se referem à arquitetura glandular, enquanto 'com atipias' indica alterações citológicas que conferem maior risco de progressão para adenocarcinoma. A hiperplasia simples sem atipias tem o menor risco de malignidade.

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