Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2021
O MELHOR tratamento para hiperplasia endometrial sem atipia é:
Hiperplasia endometrial sem atipia → tratamento com progesterona isolada para regressão.
A hiperplasia endometrial sem atipia é uma condição pré-maligna que requer tratamento para prevenir a progressão para câncer. A progesterona isolada atua antagonizando o efeito estrogênico proliferativo no endométrio, induzindo a diferenciação e atrofia glandular.
A hiperplasia endometrial é uma proliferação excessiva das glândulas endometriais, classificada em com ou sem atipia. A hiperplasia sem atipia é a forma mais comum e menos agressiva, com baixo risco de progressão para adenocarcinoma endometrial, mas que ainda assim requer manejo adequado. É frequentemente associada a um estímulo estrogênico prolongado e desequilibrado, sem a oposição da progesterona, comum em condições como obesidade, anovulação crônica e uso de tamoxifeno. O diagnóstico é feito por biópsia endometrial, geralmente indicada por sangramento uterino anormal. A fisiopatologia envolve a proliferação glandular devido ao estrogênio sem oposição, levando ao aumento da espessura endometrial. É crucial diferenciar a hiperplasia sem atipia daquela com atipia, pois esta última possui um risco significativamente maior de malignidade. O tratamento de escolha para hiperplasia endometrial sem atipia é a terapia progestagênica isolada, que pode ser oral (acetato de medroxiprogesterona) ou intrauterina (DIU de levonorgestrel). O objetivo é induzir a regressão da hiperplasia e prevenir a progressão para câncer. O acompanhamento com biópsias de controle é essencial para monitorar a resposta ao tratamento.
Os principais fatores de risco incluem obesidade, anovulação crônica, terapia de reposição estrogênica sem progesterona, tamoxifeno e síndrome dos ovários policísticos.
A progesterona isolada induz a diferenciação e atrofia do endométrio, antagonizando o efeito proliferativo do estrogênio e promovendo a regressão da hiperplasia.
A hiperplasia endometrial sem atipia tem um baixo risco de progressão para câncer (cerca de 1-3%), mas o tratamento é fundamental para minimizar essa chance.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo