Hiperplasia Endometrial Pós-Menopausa: Risco e Tratamento
Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2022
Enunciado
Uma paciente na menopausa há três anos, com sintoma de sangramento vaginal, realizou USG TV, que revelou endométrio com 9 mm de espessura. Foi submetida à vídeo-histeroscopia diagnóstica e à biópsia, cujo anatomopatológico mostrou hiperplasia endometrial. Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
A) A histerectomia total oferece tratamento definitivo para a hiperplasia endometrial sem atipia, mas é um procedimento cirúrgico com morbidade e perda de fertilidade. Em geral, a histerectomia é reservada para casos de hiperplasia persistente ou recorrente apesar do uso de progesterona, progressão para hiperplasia atípica ou carcinoma e sangramento uterino anormal contínuo ou por preferência do paciente.
B) O tratamento cirúrgico para hiperplasia endometrial sem atipia deve consistir em histerectomia total com salpingectomia, com ou sem ooforectomia bilateral.
C) A histerectomia total com SOB é o tratamento preferido para a hiperplasia endometrial atípica, devido ao alto risco de progressão para malignidade ou para carcinoma endometrial concomitante.
D) Estudos observacionais relataram que um carcinoma subjacente é encontrado em até 10% das amostras de biópsia endometrial relatadas como hiperplasia endometrial atípica.
E) A histerectomia subtotal (supracervical) e o morcelamento não devem ser indicados nos casos de hiperplasia endometrial.
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