Hiperplasia Endometrial Atípica: Conduta na Perimenopausa

HOA - Hospital Oftalmológico do Acre - Rio Branco — Prova 2020

Enunciado

Paciente de 46 anos de idade com história de hipermenorragia. A biópsia por histeroscopia mostro hiperplasia endometrial complexa com atipia. Apresenta dosagem de FSH = 5.0. A conduta recomendada é

Alternativas

  1. A) Terapia hormonal oral contínua com progesterona até a menopausa definitiva.
  2. B) Ablação endometrial por histeroscopia, uma vez que a paciente se encontra em idade próxima à menopausa.
  3. C) Curetagem fracionada de prova para obter uma maior representação tecidual do endométrio.
  4. D) Introdução de dispositivo intrauterino com progesterona até menopausa definitiva.
  5. E) Histerectomia total abdominal com preservação de ovários se a congelação endometrial for negativa para neoplasia.

Pérola Clínica

Hiperplasia endometrial complexa com atipia (HCA) em perimenopausa → alto risco malignidade → histerectomia é conduta definitiva.

Resumo-Chave

A hiperplasia endometrial complexa com atipia é uma lesão pré-maligna com risco significativo de progressão para adenocarcinoma endometrial. Em mulheres perimenopáusicas, a histerectomia é a conduta definitiva e mais segura, devido ao alto risco de malignidade e à idade da paciente.

Contexto Educacional

A hiperplasia endometrial é uma condição caracterizada pelo crescimento excessivo do endométrio, geralmente devido à estimulação estrogênica sem oposição progestacional. A classificação histopatológica é crucial para determinar o risco de malignidade e a conduta. A hiperplasia endometrial complexa com atipia (HCA) é a forma de maior risco, com uma taxa de progressão para adenocarcinoma endometrial que pode chegar a 29%. Em pacientes perimenopáusicas, como a do caso (46 anos, FSH 5.0), a HCA é tratada como uma condição pré-maligna de alto risco. Embora o tratamento conservador com progesterona possa ser considerado em mulheres jovens que desejam preservar a fertilidade, para pacientes nesta faixa etária, a histerectomia total é a conduta definitiva e mais segura. A preservação dos ovários é uma opção se não houver suspeita de neoplasia ovariana, evitando a menopausa cirúrgica. É fundamental que residentes compreendam a estratificação de risco das hiperplasias endometriais e as indicações precisas para cada modalidade terapêutica, priorizando a segurança oncológica da paciente.

Perguntas Frequentes

Qual o significado da hiperplasia endometrial complexa com atipia?

A hiperplasia endometrial complexa com atipia é considerada uma lesão precursora do adenocarcinoma endometrial. Ela apresenta alterações arquiteturais e citológicas significativas, com um risco de progressão para câncer de até 29% em 20 anos, justificando uma abordagem terapêutica agressiva.

Por que a histerectomia é a conduta preferencial para hiperplasia atípica em pacientes perimenopáusicas?

A histerectomia é preferencial devido ao alto risco de progressão para câncer, à idade da paciente (próxima à menopausa, com desejo de prole geralmente completo) e à dificuldade de monitoramento e adesão a tratamentos conservadores a longo prazo. Oferece a cura definitiva e elimina o risco de malignidade.

É possível preservar os ovários durante a histerectomia para hiperplasia atípica?

Sim, a preservação dos ovários é geralmente possível e recomendada em pacientes pré-menopáusicas ou perimenopáusicas, desde que não haja evidência de doença ovariana. Isso ajuda a evitar a menopausa cirúrgica precoce e suas consequências, como osteoporose e doenças cardiovasculares.

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