HOA - Hospital Oftalmológico do Acre - Rio Branco — Prova 2020
Paciente de 46 anos de idade com história de hipermenorragia. A biópsia por histeroscopia mostro hiperplasia endometrial complexa com atipia. Apresenta dosagem de FSH = 5.0. A conduta recomendada é
Hiperplasia endometrial complexa com atipia (HCA) em perimenopausa → alto risco malignidade → histerectomia é conduta definitiva.
A hiperplasia endometrial complexa com atipia é uma lesão pré-maligna com risco significativo de progressão para adenocarcinoma endometrial. Em mulheres perimenopáusicas, a histerectomia é a conduta definitiva e mais segura, devido ao alto risco de malignidade e à idade da paciente.
A hiperplasia endometrial é uma condição caracterizada pelo crescimento excessivo do endométrio, geralmente devido à estimulação estrogênica sem oposição progestacional. A classificação histopatológica é crucial para determinar o risco de malignidade e a conduta. A hiperplasia endometrial complexa com atipia (HCA) é a forma de maior risco, com uma taxa de progressão para adenocarcinoma endometrial que pode chegar a 29%. Em pacientes perimenopáusicas, como a do caso (46 anos, FSH 5.0), a HCA é tratada como uma condição pré-maligna de alto risco. Embora o tratamento conservador com progesterona possa ser considerado em mulheres jovens que desejam preservar a fertilidade, para pacientes nesta faixa etária, a histerectomia total é a conduta definitiva e mais segura. A preservação dos ovários é uma opção se não houver suspeita de neoplasia ovariana, evitando a menopausa cirúrgica. É fundamental que residentes compreendam a estratificação de risco das hiperplasias endometriais e as indicações precisas para cada modalidade terapêutica, priorizando a segurança oncológica da paciente.
A hiperplasia endometrial complexa com atipia é considerada uma lesão precursora do adenocarcinoma endometrial. Ela apresenta alterações arquiteturais e citológicas significativas, com um risco de progressão para câncer de até 29% em 20 anos, justificando uma abordagem terapêutica agressiva.
A histerectomia é preferencial devido ao alto risco de progressão para câncer, à idade da paciente (próxima à menopausa, com desejo de prole geralmente completo) e à dificuldade de monitoramento e adesão a tratamentos conservadores a longo prazo. Oferece a cura definitiva e elimina o risco de malignidade.
Sim, a preservação dos ovários é geralmente possível e recomendada em pacientes pré-menopáusicas ou perimenopáusicas, desde que não haja evidência de doença ovariana. Isso ajuda a evitar a menopausa cirúrgica precoce e suas consequências, como osteoporose e doenças cardiovasculares.
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