UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2020
Mulher, 63a, G2P2C0A0, menopausa há 9 anos. Retorna com o resultado de biópsia aspirativa por cânula de Pipelle: hiperplasia endometrial complexa com atipia. É CORRETO AFIRMAR QUE:
Hiperplasia endometrial atípica = lesão precursora de câncer de endométrio tipo I, associada a hiperestrogenismo.
A hiperplasia endometrial complexa com atipia é uma lesão precursora de câncer de endométrio, especialmente do tipo I (estrogênio-dependente). Está fortemente associada a condições que levam ao hiperestrogenismo sem oposição da progesterona, como obesidade, anovulação crônica e terapia de reposição hormonal com estrogênio isolado na pós-menopausa.
A hiperplasia endometrial é uma condição caracterizada pela proliferação excessiva das glândulas endometriais, sendo classificada histologicamente como simples ou complexa, e com ou sem atipia. A hiperplasia endometrial complexa com atipia é a forma mais preocupante, pois é considerada uma lesão precursora direta do carcinoma de endométrio, especificamente do tipo I. A fisiopatologia está intrinsecamente ligada ao hiperestrogenismo sem oposição da progesterona. Na pós-menopausa, a obesidade é um fator de risco significativo, pois o tecido adiposo periférico converte androgênios em estrogênios, elevando os níveis circulantes de estrogênio e estimulando o endométrio. Outros fatores incluem anovulação crônica, terapia de reposição hormonal com estrogênio isolado e tamoxifeno. O diagnóstico é feito por biópsia endometrial (ex: Pipelle). O tratamento da hiperplasia com atipia geralmente envolve histerectomia em mulheres que não desejam preservar a fertilidade, devido ao alto risco de progressão para câncer. Em casos selecionados, pode-se considerar terapia hormonal com progestágenos.
É uma proliferação anormal das glândulas endometriais com alterações citológicas (atipia), caracterizada por aumento da densidade glandular e irregularidade. É considerada uma lesão precursora de câncer de endométrio.
Os principais fatores de risco são condições que levam ao hiperestrogenismo sem oposição, como obesidade, anovulação crônica (SOP), terapia de reposição hormonal com estrogênio isolado, tamoxifeno e tumores produtores de estrogênio.
A hiperplasia endometrial complexa com atipia tem uma taxa de progressão para câncer de endométrio (geralmente tipo I) de aproximadamente 20-30% em 20 anos, sendo a forma de hiperplasia com maior risco de malignização.
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