Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2025
O câncer de endométrio está em ascensão no nosso meio e deve superar o câncer de colo como ocorreu nos países de primeiro mundo. Seu diagnóstico é mais precoce que do colo uterino, o que diminui a sua mortalidade em relação a outros tumores ginecológicos. Sobre este tumor, está CORRETO afirmar:
Hiperplasia endometrial com atipias (ou Neoplasia Intraepitelial Endometrial - EIN) = principal lesão precursora do carcinoma endometrioide.
A hiperplasia endometrial com atipias é considerada a lesão precursora direta do câncer de endométrio tipo I (endometrioide), o mais comum. Ela representa uma proliferação glandular com alterações citológicas que, se não tratada, tem um alto risco de progressão para adenocarcinoma invasor.
O câncer de endométrio é a neoplasia ginecológica mais comum em países desenvolvidos e sua incidência vem aumentando globalmente, associada ao aumento da obesidade e da expectativa de vida. O tipo mais frequente é o adenocarcinoma endometrioide (Tipo I), que é dependente de estrogênio e geralmente se desenvolve a partir de uma lesão precursora. A principal lesão precursora do câncer de endométrio tipo I é a hiperplasia endometrial com atipias, também classificada como Neoplasia Intraepitelial Endometrial (EIN). Esta condição resulta da proliferação excessiva do endométrio devido à exposição prolongada ao estrogênio sem a oposição da progesterona, como ocorre em casos de anovulação crônica, obesidade e terapia de reposição hormonal apenas com estrogênio. A presença de atipias citológicas indica uma instabilidade genética que eleva drasticamente o risco de progressão para um carcinoma invasor, estimado em cerca de 30-40%. O diagnóstico é feito por biópsia endometrial, geralmente indicada em casos de sangramento uterino anormal, principalmente na pós-menopausa. É crucial diferenciar a hiperplasia com atipias daquela sem atipias, pois o manejo é completamente diferente. Enquanto a hiperplasia sem atipias pode ser tratada clinicamente com progestágenos, a presença de atipias frequentemente indica a necessidade de tratamento cirúrgico (histerectomia) devido ao alto risco de malignidade.
O principal sinal de alerta é o sangramento uterino anormal, especialmente qualquer sangramento que ocorra após a menopausa. Em mulheres na pré-menopausa, pode se manifestar como sangramento intermenstrual ou fluxo menstrual excessivamente intenso e irregular.
Em mulheres que já completaram a prole, o tratamento padrão é a histerectomia total, devido ao alto risco de câncer coexistente ou de progressão. Em mulheres jovens que desejam preservar a fertilidade, o tratamento com altas doses de progestágenos e vigilância rigorosa pode ser uma opção.
O uso de ACO está associado a um pequeno aumento no risco de câncer de mama e de colo de útero. No entanto, ele atua como um fator de proteção significativo contra o câncer de endométrio e o câncer de ovário.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo