Hiperplasia Endometrial com Atipias: Melhor Conduta Terapêutica

IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020

Enunciado

Mulher de 46 anos de idade, peso 84 kg, 1,58 m de altura, apresenta ciclos menstruais longos e fluxo aumentado. Identificado espessamento endometrial ao exame ultrassonográfico. Biópsia obtida por meio de histeroscopia revelou aumento do número e do tamanho de glândulas, proliferação irregular, com presença de atipias nucleares. A melhor conduta terapêutica é:

Alternativas

  1. A) ablação endometrial.
  2. B) histerectomia total.
  3. C) uso de progestínico por via oral.
  4. D) contraceptivo hormonal combinado.
  5. E) inserção de dispositivo intrauterino liberador de levonorgestrel.

Pérola Clínica

Hiperplasia endometrial com atipias → alto risco de progressão para câncer → histerectomia total.

Resumo-Chave

A hiperplasia endometrial com atipias é considerada uma lesão pré-maligna com alto risco de progressão para adenocarcinoma de endométrio (até 40% em 20 anos). A histerectomia total é a conduta terapêutica mais adequada, especialmente em mulheres pós-menopausa ou que não desejam mais gestar, para eliminar o risco de malignidade.

Contexto Educacional

A hiperplasia endometrial é uma proliferação excessiva das glândulas endometriais, que pode ser classificada como sem atipias ou com atipias. A hiperplasia com atipias é de particular importância clínica devido ao seu potencial de progressão para adenocarcinoma de endométrio, sendo considerada uma lesão pré-maligna. Fatores de risco incluem obesidade, anovulação crônica e uso de estrogênio sem oposição. O diagnóstico é feito por biópsia endometrial, geralmente obtida por histeroscopia, que permite a visualização direta e a coleta de amostras direcionadas. A presença de atipias nucleares nas células glandulares é o fator mais importante para determinar o risco de malignidade. Pacientes com hiperplasia atípica têm um risco substancialmente maior de ter um câncer concomitante ou de desenvolver um no futuro. A conduta terapêutica para hiperplasia endometrial com atipias é a histerectomia total, especialmente em mulheres que não desejam mais gestar ou estão na pós-menopausa, devido ao alto risco de malignidade. Em casos selecionados de mulheres jovens que desejam preservar a fertilidade, pode-se considerar o tratamento com progestínicos em altas doses, mas com acompanhamento rigoroso e biópsias seriadas. Ablação endometrial e contraceptivos hormonais combinados não são tratamentos adequados para hiperplasia com atipias.

Perguntas Frequentes

Qual o risco de malignidade da hiperplasia endometrial com atipias?

A hiperplasia endometrial com atipias apresenta um risco significativo de progressão para adenocarcinoma de endométrio, estimado em até 40% em 20 anos, sendo considerada uma lesão pré-maligna.

Por que a histerectomia total é a conduta preferencial para hiperplasia endometrial com atipias?

A histerectomia total é a conduta preferencial porque remove completamente o útero, eliminando o risco de progressão para câncer de endométrio, especialmente em mulheres que já completaram sua prole ou estão na pós-menopausa.

Quando o tratamento conservador com progestínicos é considerado para hiperplasia endometrial?

O tratamento conservador com progestínicos é geralmente reservado para hiperplasia endometrial sem atipias ou para pacientes jovens com hiperplasia atípica que desejam preservar a fertilidade, sob rigoroso acompanhamento.

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