UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2023
Mulher de 40 anos, com desejo de gestar, apresenta sangramento irregular intermitente e procura unidade básica de saúde com laudo histopatológico, indicando hiperplasia endometrial com atipias. Uma opção terapêutica para esse diagnóstico é:
Hiperplasia endometrial atípica + desejo gestar → SIU-LNG (levonorgestrel) para preservar fertilidade.
A hiperplasia endometrial com atipias é uma lesão precursora do adenocarcinoma endometrial. Em mulheres com desejo de gestar, o tratamento conservador com progestágenos, como o sistema intrauterino de levonorgestrel (SIU-LNG), é uma opção para preservar a fertilidade, monitorando de perto a resposta.
A hiperplasia endometrial é uma proliferação excessiva do endométrio, geralmente causada por estimulação estrogênica sem oposição. A presença de atipias celulares é o fator mais importante para determinar o risco de progressão para adenocarcinoma endometrial, sendo considerada uma lesão precursora. É crucial para o residente saber identificar os fatores de risco e a importância do diagnóstico histopatológico. O diagnóstico de hiperplasia endometrial com atipias em uma mulher de 40 anos com desejo de gestar representa um desafio terapêutico. Enquanto a histerectomia é o tratamento definitivo para a hiperplasia atípica, em pacientes que desejam preservar a fertilidade, o tratamento conservador com progestágenos é uma opção viável. O sistema intrauterino de levonorgestrel (SIU-LNG) é particularmente eficaz por liberar o progestágeno diretamente no endométrio, induzindo atrofia e revertendo a hiperplasia. O manejo conservador exige acompanhamento rigoroso com biópsias endometriais seriadas para monitorar a resposta ao tratamento e detectar qualquer progressão para câncer. É fundamental discutir com a paciente os riscos e benefícios de cada abordagem, considerando seu desejo de gestar e o risco de malignidade. Outras opções como ablação endometrial ou histerectomia subtotal não são adequadas para quem deseja gestar ou para o tratamento de lesões pré-malignas com risco de persistência.
Os principais fatores de risco incluem obesidade, anovulação crônica, terapia de reposição hormonal com estrogênio sem progestágeno, tamoxifeno e síndrome dos ovários policísticos.
O SIU de levonorgestrel libera progestágeno diretamente no endométrio, induzindo atrofia e revertendo a hiperplasia, sendo eficaz e preservando a fertilidade.
A hiperplasia simples ou complexa sem atipias tem baixo risco de malignidade. A hiperplasia com atipias, seja simples ou complexa, é considerada uma lesão pré-maligna com risco significativo de progressão para adenocarcinoma.
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