Hiperplasia de Endométrio: Nomenclatura OMS 2014

UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2022

Enunciado

Qual a nomenclatura atual, definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS/2014), para a hiperplasia de endométrio?

Alternativas

  1. A) Sem atipia e atípica
  2. B) Benigna e maligna
  3. C) Simples e complexa
  4. D) Leve, moderada e grave
  5. E) Cística, simples e complexa

Pérola Clínica

OMS 2014: Hiperplasia endometrial = Sem Atipia (baixo risco) ou Atípica (alto risco de progressão para câncer).

Resumo-Chave

A classificação da OMS de 2014 para hiperplasia de endométrio simplificou a nomenclatura para 'sem atipia' e 'atípica'. Essa distinção é crucial, pois a hiperplasia atípica possui um risco significativamente maior de progressão para adenocarcinoma endometrial.

Contexto Educacional

A hiperplasia endometrial é uma condição caracterizada pela proliferação excessiva das glândulas endometriais, geralmente devido a um estímulo estrogênico prolongado sem oposição de progesterona. É uma causa comum de sangramento uterino anormal e representa um espectro de lesões que podem variar de benignas a precursoras de câncer endometrial. A Organização Mundial da Saúde (OMS) revisou sua classificação em 2014 para simplificar e melhorar a predição do risco de malignidade. A nomenclatura atual divide a hiperplasia endometrial em apenas duas categorias principais: 'hiperplasia endometrial sem atipia' e 'hiperplasia endometrial atípica'. Essa abordagem substituiu classificações anteriores mais complexas (simples, complexa, com/sem atipia). A distinção entre 'sem atipia' e 'atípica' é clinicamente crucial. A hiperplasia sem atipia tem um risco muito baixo de progressão para adenocarcinoma endometrial (cerca de 1-3%), enquanto a hiperplasia atípica (também conhecida como Neoplasia Intraepitelial Endometrial - NIE) é considerada uma lesão precursora, com um risco de progressão para câncer de até 20-50% em 20 anos, exigindo manejo mais agressivo.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da classificação da OMS 2014 para hiperplasia endometrial?

A classificação da OMS 2014 simplificou a nomenclatura para 'sem atipia' e 'atípica', focando no potencial de malignidade, o que é crucial para guiar o manejo clínico e a estratificação de risco.

Qual o risco de malignidade da hiperplasia endometrial atípica?

A hiperplasia endometrial atípica, também chamada de Neoplasia Intraepitelial Endometrial (NIE), apresenta um risco substancialmente maior de progressão para adenocarcinoma endometrial, variando de 20% a 50% em 20 anos.

Como a hiperplasia endometrial sem atipia difere da atípica?

A hiperplasia sem atipia é caracterizada por proliferação glandular sem alterações citológicas significativas e tem baixo risco de malignidade. A atípica, por outro lado, exibe alterações citológicas e arquiteturais que indicam maior potencial de progressão para câncer.

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