HCE - Hospital Central do Exército (RJ) — Prova 2015
A pimeira opção de tratamento na hiperplasia glandular cística é:
Hiperplasia glandular cística (endometrial sem atipias) → tratamento inicial com progestogênio.
A hiperplasia glandular cística, também conhecida como hiperplasia endometrial sem atipias, é uma condição pré-maligna do endométrio. O tratamento de primeira linha é a terapia com progestogênios, que induzem a diferenciação e atrofia do endométrio, revertendo o processo hiperplásico e reduzindo o risco de progressão para câncer.
A hiperplasia endometrial é uma proliferação excessiva das glândulas endometriais em relação ao estroma, causada principalmente pela estimulação estrogênica sem oposição progestogênica. A hiperplasia glandular cística, especificamente, é classificada como hiperplasia sem atipias, apresentando um risco baixo de progressão para adenocarcinoma endometrial (cerca de 1-3%). É uma condição comum em mulheres perimenopausadas e pós-menopausadas. O diagnóstico é feito por biópsia endometrial, que permite a classificação histopatológica. A presença ou ausência de atipias celulares é o fator mais importante para determinar o risco de malignidade e, consequentemente, a conduta terapêutica. A hiperplasia sem atipias, como a glandular cística, é considerada de baixo risco, enquanto a hiperplasia com atipias tem um risco significativamente maior de progressão para câncer. O tratamento de primeira linha para a hiperplasia endometrial sem atipias é a terapia com progestogênios, que pode ser administrada por via oral, intramuscular ou através de sistema intrauterino (DIU hormonal). O objetivo é induzir a diferenciação e atrofia do endométrio, revertendo a hiperplasia. A histerectomia é uma opção para casos de hiperplasia com atipias, falha do tratamento clínico ou em pacientes que não desejam mais gestar.
A hiperplasia glandular cística é um tipo de hiperplasia endometrial sem atipias, caracterizada por proliferação excessiva das glândulas endometriais. É uma condição pré-maligna com baixo risco de progressão para adenocarcinoma endometrial.
Os progestogênios antagonizam os efeitos proliferativos do estrogênio no endométrio, promovendo a diferenciação glandular, a atrofia e a descamação, revertendo a hiperplasia e protegendo contra a malignização.
A histerectomia é geralmente reservada para hiperplasia endometrial com atipias (devido ao maior risco de malignidade), casos de falha do tratamento clínico com progestogênios, ou quando a paciente já completou sua prole e deseja uma solução definitiva.
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