Visão Laser - Centro Oftalmológico (SP) — Prova 2020
Para uma mulher de 49 anos, sem filhos, com diagnóstico histológico de hiperplasia endometrial com atipia, a melhor opção terapêutica é:
Hiperplasia endometrial com atipia em mulher nulípara 49 anos → Histerectomia (alto risco de progressão para câncer).
A hiperplasia endometrial com atipia é considerada uma lesão pré-maligna, com risco significativo de progressão para adenocarcinoma de endométrio, especialmente em mulheres perimenopausadas ou pós-menopausadas e nulíparas. A histerectomia é a conduta de escolha para evitar essa progressão.
A hiperplasia endometrial é uma proliferação excessiva das glândulas endometriais, classificada em com ou sem atipia. A hiperplasia com atipia é a forma mais preocupante, sendo considerada uma lesão precursora do adenocarcinoma de endométrio, com risco significativo de progressão maligna. Sua prevalência aumenta com a idade, especialmente na perimenopausa, e em mulheres com exposição estrogênica prolongada sem oposição progestogênica. O diagnóstico é histológico, obtido por biópsia endometrial ou curetagem. A atipia celular é o fator mais importante para determinar o risco de malignidade. Fatores de risco incluem obesidade, anovulação crônica, terapia de reposição hormonal com estrogênio sem progesterona, tamoxifeno e nuliparidade. A suspeita clínica surge com sangramento uterino anormal. O tratamento da hiperplasia endometrial com atipia depende do desejo de fertilidade da paciente e de seus fatores de risco. Para mulheres que não desejam gestar e/ou com alto risco, a histerectomia total é a conduta de escolha, oferecendo a cura e eliminando o risco de câncer. Em casos muito selecionados de desejo de fertilidade, pode-se considerar tratamento hormonal com progestágenos, mas com monitoramento rigoroso e risco de falha.
A hiperplasia endometrial com atipia é considerada uma lesão pré-maligna, com um risco de progressão para adenocarcinoma de endométrio que varia de 20% a 50% em 20 anos, dependendo da série e do acompanhamento.
A histerectomia é a melhor opção para hiperplasia endometrial com atipia em mulheres que não desejam preservar a fertilidade, especialmente na perimenopausa ou pós-menopausa, devido ao alto risco de progressão para câncer.
Em casos selecionados de mulheres jovens que desejam preservar a fertilidade, o tratamento com progesterona em altas doses pode ser considerado, com acompanhamento rigoroso e biópsias seriadas, mas não é a primeira escolha.
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