SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024
Mulher de 51 anos de idade, com quadro de sangramento uterino anormal, foi submetida a vídeo-histeroscopia com biópsia endometrial, cujo laudo histopatológico revelou hiperplasia endometrial atípica. O tratamento preconizado é:
Hiperplasia endometrial atípica = lesão pré-maligna com alto risco de câncer → Histerectomia Total é o tratamento padrão.
A hiperplasia endometrial atípica é considerada uma lesão precursora do adenocarcinoma endometrial, com risco significativo de progressão. Em mulheres que já completaram a prole ou estão na pós-menopausa, a histerectomia total é o tratamento de escolha para remover o útero e prevenir o desenvolvimento de câncer invasivo.
O sangramento uterino anormal (SUA) é uma queixa comum na ginecologia, especialmente em mulheres perimenopausadas e pós-menopausadas. A investigação do SUA é fundamental para excluir condições malignas, e a biópsia endometrial é o padrão-ouro para o diagnóstico histopatológico. Entre os achados, a hiperplasia endometrial atípica merece atenção especial devido ao seu potencial pré-maligno. A hiperplasia endometrial atípica é caracterizada pela proliferação glandular com atipias celulares e arquiteturais. É classificada como uma lesão precursora do adenocarcinoma endometrial, com um risco de progressão para câncer invasivo que pode chegar a 29% em 20 anos. Este risco elevado justifica uma abordagem terapêutica mais radical, especialmente em pacientes com fatores de risco adicionais ou que já completaram a prole. Para mulheres na pós-menopausa ou aquelas que não desejam mais gestar, a histerectomia total (remoção do útero) é o tratamento definitivo e preferencial. Esta conduta visa erradicar a lesão e prevenir o desenvolvimento de câncer endometrial. Em casos selecionados de mulheres jovens com desejo de preservar a fertilidade, pode-se considerar o tratamento conservador com progestágenos, mas sempre com monitoramento rigoroso e biópsias seriadas. É crucial que residentes compreendam a gravidade da hiperplasia atípica e as indicações claras para a histerectomia total, garantindo a melhor conduta para a paciente.
A hiperplasia endometrial atípica é crucial porque é considerada uma lesão precursora do adenocarcinoma endometrial. Ela apresenta um risco significativo de progressão para câncer, especialmente em mulheres na pós-menopausa, justificando uma abordagem terapêutica agressiva para prevenir a malignidade.
A histerectomia total é o tratamento de escolha porque remove completamente o útero, eliminando o tecido endometrial hiperplásico e o risco de progressão para câncer. É a opção mais segura e definitiva, especialmente para mulheres que não desejam mais gestar ou estão na pós-menopausa, onde o risco de malignidade é maior.
Alternativas como o tratamento conservador com progestágenos (oral ou DIU liberador de levonorgestrel) podem ser consideradas em mulheres jovens que desejam preservar a fertilidade, desde que haja acompanhamento rigoroso com biópsias seriadas. No entanto, essas opções não são consideradas definitivas e exigem monitoramento constante devido ao risco de recorrência ou progressão.
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