IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020
Paciente de 40 anos, obesa, prole definida, com hipermenorreia há seis meses, realizou histeroscopia com biópsia, cujo laudo histopatológico é de hiperplasia epitelial atípica. Qual a melhor abordagem para o caso?
Hiperplasia endometrial atípica + prole definida → Histerectomia total (alto risco de malignidade).
A hiperplasia endometrial atípica é uma lesão pré-maligna com alto risco de progressão para adenocarcinoma de endométrio, e em pacientes com prole definida, a histerectomia total é a abordagem mais adequada e definitiva para eliminar esse risco.
A hiperplasia endometrial é uma condição caracterizada pela proliferação excessiva das glândulas endometriais, geralmente devido à estimulação estrogênica prolongada e desequilibrada, sem a oposição adequada da progesterona. Ela é classificada em hiperplasia sem atipias e hiperplasia com atipias (também conhecida como neoplasia intraepitelial endometrial). A hiperplasia com atipias é a forma mais preocupante, pois é considerada uma lesão pré-maligna com um risco substancial de progressão para adenocarcinoma de endométrio, variando de 20% a 50% em 20 anos. Fatores de risco para hiperplasia endometrial e câncer de endométrio incluem obesidade, anovulação crônica (como na Síndrome dos Ovários Policísticos), terapia de reposição hormonal com estrogênio sem progesterona, tamoxifeno, nuliparidade, diabetes e hipertensão. A paciente do caso, obesa e com 40 anos, apresenta fatores de risco relevantes. A hipermenorreia é um sintoma comum, indicando sangramento uterino anormal. A abordagem terapêutica para hiperplasia endometrial atípica depende da idade da paciente, desejo de fertilidade e comorbidades. Em pacientes com prole definida, como no caso apresentado, a histerectomia total (remoção do útero) é a conduta de escolha e mais segura. Este procedimento oferece a cura definitiva e elimina o risco de malignidade. Para pacientes que desejam preservar a fertilidade, pode-se considerar o tratamento hormonal com progesterona em altas doses, mas com acompanhamento rigoroso e biópsias seriadas, devido ao risco persistente de progressão. Para residentes, é fundamental diferenciar os tipos de hiperplasia e aplicar a conduta mais apropriada, priorizando a segurança da paciente e a prevenção do câncer.
A hiperplasia endometrial atípica é uma proliferação anormal das células do endométrio com atipias citológicas. É considerada uma lesão pré-maligna, com um risco significativo de progressão para adenocarcinoma de endométrio, especialmente em pacientes com fatores de risco como obesidade e anovulação crônica.
A histerectomia total é a melhor abordagem porque remove o útero e, consequentemente, elimina o risco de progressão da hiperplasia atípica para câncer de endométrio. Em pacientes com prole definida, que não desejam mais gestações, esta é a opção mais segura e definitiva.
Os principais fatores de risco incluem obesidade, anovulação crônica (como na síndrome dos ovários policísticos), terapia de reposição hormonal com estrogênio sem progesterona, tamoxifeno, nuliparidade, diabetes e hipertensão. Todos esses fatores levam a uma exposição prolongada e desequilibrada ao estrogênio.
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