Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2025
Mulher, 40 anos de idade, primípara, com desejo de gestar, apresentou sangramento vaginal intermitente por 2 meses. Na investigação, diagnosticou-se hiperplasia endometrial atípica. A conduta mais adequada, nesse caso, é:
Hiperplasia endometrial atípica + desejo gestar → DIU levonorgestrel (progesterona local) por 6 meses.
A hiperplasia endometrial atípica é uma lesão pré-maligna com alto risco de progressão para adenocarcinoma de endométrio. Em mulheres com desejo de gestar, o tratamento conservador com progesterona (como o DIU de levonorgestrel) é a opção preferencial, visando a reversão da hiperplasia e a preservação da fertilidade, com acompanhamento rigoroso.
A hiperplasia endometrial atípica, também conhecida como neoplasia intraepitelial endometrial (NIE), é uma lesão precursora do adenocarcinoma de endométrio, com um risco considerável de progressão maligna. O manejo dessa condição deve considerar a idade da paciente, comorbidades e, crucialmente, o desejo de gestar. Em mulheres que desejam preservar a fertilidade, o tratamento conservador é a abordagem preferencial. A terapia hormonal com progestagênios é a base desse tratamento, sendo o DIU de levonorgestrel (DIU-LNG) uma excelente opção. Ele libera progesterona diretamente no endométrio, induzindo a atrofia glandular e a regressão da hiperplasia, com mínimos efeitos sistêmicos. O tratamento geralmente é mantido por pelo menos 6 meses, com controle rigoroso. O acompanhamento é essencial e inclui biópsias endometriais de controle e ultrassonografias para avaliar a resposta ao tratamento e descartar progressão. Se a hiperplasia persistir ou progredir, a histerectomia pode ser necessária. Para mulheres que não desejam mais gestar ou que não respondem ao tratamento conservador, a histerectomia total abdominal com salpingooforectomia é a conduta definitiva, pois remove o risco de câncer.
A hiperplasia endometrial atípica (também chamada de neoplasia intraepitelial endometrial) tem um risco significativo de progressão para adenocarcinoma de endométrio, estimado em 20-50% em 5 anos se não tratada.
O DIU de levonorgestrel libera progesterona diretamente no endométrio, promovendo a atrofia e reversão da hiperplasia, com menos efeitos sistêmicos e preservando a capacidade reprodutiva da mulher.
É fundamental realizar biópsias endometriais de controle (geralmente a cada 3-6 meses) e ultrassonografias para monitorar a regressão da hiperplasia e excluir a progressão para câncer.
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