HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2020
Em uma paciente de 52 anos com diagnóstico de hiperplasia endometrial atípica, assinale a alternativa correta:
Hiperplasia endometrial atípica: histerectomia é padrão, medicamentoso só se contraindicação cirúrgica.
A hiperplasia endometrial atípica é uma lesão precursora do câncer de endométrio. O tratamento padrão é a histerectomia, devido ao alto risco de progressão. O tratamento medicamentoso exclusivo (progestagênios) é reservado para pacientes com contraindicações cirúrgicas ou que desejam preservar a fertilidade.
A hiperplasia endometrial atípica, também conhecida como neoplasia intraepitelial endometrial (NIE), é uma condição precursora do adenocarcinoma de endométrio, com um risco considerável de progressão para câncer invasivo. É mais comum em mulheres na perimenopausa ou pós-menopausa, associada à exposição estrogênica sem oposição progestagênica. O diagnóstico é feito por biópsia endometrial, que revela proliferação glandular com atipias celulares. Devido ao alto risco de malignidade (20-50% de progressão para câncer), a histerectomia total é considerada o tratamento padrão ouro, especialmente em pacientes que já completaram sua prole ou estão na pós-menopausa. Em casos selecionados, como pacientes com alto risco cirúrgico ou que desejam preservar a fertilidade, o tratamento medicamentoso com progestagênios (como acetato de medroxiprogesterona oral ou DIU de levonorgestrel) pode ser uma opção, mas exige acompanhamento rigoroso com biópsias endometriais seriadas para monitorar a resposta e detectar qualquer progressão. O Raloxifeno, um modulador seletivo do receptor de estrogênio, não é o tratamento de escolha para hiperplasia atípica.
A hiperplasia endometrial atípica (ou neoplasia intraepitelial endometrial) tem um risco significativo de progressão para adenocarcinoma de endométrio, variando de 20% a 50% em 20 anos se não tratada.
O tratamento medicamentoso com progestagênios (oral ou DIU de levonorgestrel) é considerado para pacientes com contraindicações cirúrgicas, alto risco cirúrgico ou que desejam preservar a fertilidade, com acompanhamento rigoroso.
A histerectomia total é o tratamento cirúrgico definitivo e padrão ouro para a hiperplasia endometrial atípica, especialmente em mulheres pós-menopausa ou que não desejam mais gestar.
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