Hiperplasia Endometrial Atípica: Conduta e Opções de Tratamento

HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2020

Enunciado

Em uma paciente de 52 anos com diagnóstico de hiperplasia endometrial atípica, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) O tratamento medicamentoso exclusivo só deve ser oferecido se a paciente não tiver condições cirúrgicas.
  2. B) Pode ser tratada com DIU de prata e repetir ultrassom em 3 meses.
  3. C) Pode ser tratada com pílula de levonorgestrel e repetir ultrassom em 3 meses.
  4. D) Pode ser tratada com Raloxifeno e acompanhada com ultrassom a cada 3 meses.

Pérola Clínica

Hiperplasia endometrial atípica: histerectomia é padrão, medicamentoso só se contraindicação cirúrgica.

Resumo-Chave

A hiperplasia endometrial atípica é uma lesão precursora do câncer de endométrio. O tratamento padrão é a histerectomia, devido ao alto risco de progressão. O tratamento medicamentoso exclusivo (progestagênios) é reservado para pacientes com contraindicações cirúrgicas ou que desejam preservar a fertilidade.

Contexto Educacional

A hiperplasia endometrial atípica, também conhecida como neoplasia intraepitelial endometrial (NIE), é uma condição precursora do adenocarcinoma de endométrio, com um risco considerável de progressão para câncer invasivo. É mais comum em mulheres na perimenopausa ou pós-menopausa, associada à exposição estrogênica sem oposição progestagênica. O diagnóstico é feito por biópsia endometrial, que revela proliferação glandular com atipias celulares. Devido ao alto risco de malignidade (20-50% de progressão para câncer), a histerectomia total é considerada o tratamento padrão ouro, especialmente em pacientes que já completaram sua prole ou estão na pós-menopausa. Em casos selecionados, como pacientes com alto risco cirúrgico ou que desejam preservar a fertilidade, o tratamento medicamentoso com progestagênios (como acetato de medroxiprogesterona oral ou DIU de levonorgestrel) pode ser uma opção, mas exige acompanhamento rigoroso com biópsias endometriais seriadas para monitorar a resposta e detectar qualquer progressão. O Raloxifeno, um modulador seletivo do receptor de estrogênio, não é o tratamento de escolha para hiperplasia atípica.

Perguntas Frequentes

Qual o risco de malignidade da hiperplasia endometrial atípica?

A hiperplasia endometrial atípica (ou neoplasia intraepitelial endometrial) tem um risco significativo de progressão para adenocarcinoma de endométrio, variando de 20% a 50% em 20 anos se não tratada.

Quando o tratamento medicamentoso é uma opção para hiperplasia atípica?

O tratamento medicamentoso com progestagênios (oral ou DIU de levonorgestrel) é considerado para pacientes com contraindicações cirúrgicas, alto risco cirúrgico ou que desejam preservar a fertilidade, com acompanhamento rigoroso.

Quais são as opções cirúrgicas para hiperplasia endometrial atípica?

A histerectomia total é o tratamento cirúrgico definitivo e padrão ouro para a hiperplasia endometrial atípica, especialmente em mulheres pós-menopausa ou que não desejam mais gestar.

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