SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2022
Mulher de 34 anos de idade, com prole definida, realizou histeroscopia com biopsia de endométrio. O laudo histopatológico evidenciou hiperplasia complexa sem atipia. O tratamento inicial preconizado é:
Hiperplasia complexa sem atipia em prole definida: tratamento inicial = progestogênio isolado.
A hiperplasia complexa sem atipia tem baixo risco de progressão para câncer, e em mulheres com prole definida (ou que não desejam gestar), o tratamento inicial é conservador com progestogênio isolado, visando a regressão da hiperplasia e a proteção endometrial.
A hiperplasia endometrial é uma proliferação excessiva das glândulas endometriais em relação ao estroma, causada principalmente pela estimulação estrogênica prolongada e desequilibrada pela progesterona. É classificada em hiperplasia sem atipia (simples ou complexa) e hiperplasia com atipia (simples ou complexa), sendo a presença de atipia o principal fator de risco para progressão para adenocarcinoma endometrial. A hiperplasia complexa sem atipia é caracterizada por um aumento na densidade glandular com arquitetura irregular, mas sem alterações citológicas atípicas. O risco de progressão para câncer é baixo. O diagnóstico é feito por biópsia endometrial, geralmente guiada por histeroscopia, que permite a visualização direta e a coleta de amostras direcionadas. O tratamento inicial preconizado para a hiperplasia complexa sem atipia, especialmente em mulheres com prole definida ou que não desejam gestar, é o conservador com progestogênios isolados. Estes podem ser administrados por via oral (acetato de medroxiprogesterona, noretisterona), via vaginal ou através de um sistema intrauterino liberador de levonorgestrel (SIU-LNG), que oferece alta eficácia e baixos efeitos sistêmicos. A histerectomia é considerada em casos de falha terapêutica ou quando há atipia.
A hiperplasia complexa sem atipia apresenta um baixo risco de progressão para adenocarcinoma de endométrio, estimado em cerca de 3% ao longo de 20 anos, sendo significativamente menor que a hiperplasia com atipia.
Os progestogênios induzem a diferenciação e atrofia do endométrio proliferativo, revertendo o efeito estrogênico excessivo e promovendo a regressão da hiperplasia. Podem ser administrados oralmente, via vaginal ou por SIU-LNG.
A histerectomia é geralmente reservada para casos de hiperplasia com atipia, falha do tratamento conservador com progestogênios, ou em pacientes que já têm prole definida e alto risco de câncer endometrial.
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