IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2025
Uma paciente apresenta-se com sangramento vaginal anormal e dor pélvica. A ultrassonografia revela espessamento endometrial. Qual é o diagnóstico inicial mais provável?
Sangramento vaginal anormal + espessamento endometrial = Hiperplasia endometrial (até prova em contrário).
O espessamento endometrial, especialmente em mulheres com sangramento vaginal anormal, é um sinal de alerta para hiperplasia endometrial, que pode ser precursora de câncer. A investigação inicial com ultrassonografia é crucial, seguida por biópsia para confirmação histopatológica.
A hiperplasia endometrial é uma condição caracterizada pelo crescimento excessivo do revestimento uterino (endométrio), frequentemente devido à estimulação estrogênica sem oposição adequada da progesterona. É uma causa comum de sangramento vaginal anormal, especialmente em mulheres perimenopáusicas e pós-menopáusicas, e é clinicamente relevante devido ao seu potencial de progressão para carcinoma endometrial, particularmente os tipos atípicos. O diagnóstico inicial da hiperplasia endometrial é frequentemente suspeitado pela presença de sangramento vaginal anormal e confirmado por ultrassonografia transvaginal que revela espessamento endometrial. A espessura endometrial considerada anormal varia com o status menopausal da paciente. A confirmação definitiva requer biópsia endometrial, que pode ser realizada por curetagem, histeroscopia com biópsia dirigida ou biópsia por aspiração, para determinar o tipo histológico e a presença de atipias. O tratamento depende do tipo de hiperplasia (com ou sem atipia), da idade da paciente e do desejo de preservar a fertilidade. Hiperplasia sem atipia pode ser tratada com progestágenos. Hiperplasia atípica, especialmente em mulheres pós-menopausa ou que não desejam mais gestar, frequentemente requer histerectomia devido ao alto risco de progressão para câncer. O acompanhamento regular é essencial para todas as pacientes.
O sintoma mais comum da hiperplasia endometrial é o sangramento vaginal anormal, que pode se manifestar como sangramento intermenstrual, menorragia (sangramento menstrual intenso ou prolongado) ou sangramento pós-menopausa. Dor pélvica também pode estar presente.
A ultrassonografia transvaginal é o método de imagem inicial para avaliar o endométrio, revelando seu espessamento. Embora não seja diagnóstica por si só, ela indica a necessidade de investigação adicional, como a biópsia endometrial, para confirmar a presença e o tipo de hiperplasia.
Os principais fatores de risco incluem exposição estrogênica prolongada e sem oposição (obesidade, anovulação crônica, terapia de reposição hormonal com estrogênio sem progesterona), síndrome dos ovários policísticos, tamoxifeno e idade avançada.
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