UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2020
Mulher, 60 anos de idade, apresenta nódulo irregular de 8 mm na mama direita identificado na mamografia e na ultrassonografia. O resultado da biópsia revelou hiperplasia ductal atípica. Qual é a próxima conduta?
Hiperplasia Ductal Atípica (HDA) = lesão de alto risco → exérese cirúrgica para excluir carcinoma in situ/invasivo.
A hiperplasia ductal atípica (HDA) é uma lesão mamária de alto risco que confere um risco aumentado de desenvolver câncer de mama. Devido à possibilidade de subestimação diagnóstica (presença de carcinoma in situ ou invasivo não detectado na biópsia), a conduta padrão é a exérese cirúrgica da lesão para avaliação completa.
A hiperplasia ductal atípica (HDA) é uma condição histopatológica da mama que representa um marcador de risco aumentado para o desenvolvimento de câncer de mama invasivo. Embora não seja câncer, sua presença indica a necessidade de atenção e manejo específicos, pois o risco de progressão para carcinoma é significativo. O diagnóstico de HDA é feito por biópsia, geralmente após a identificação de uma lesão suspeita em exames de imagem, como mamografia ou ultrassonografia. A principal preocupação com a HDA é a possibilidade de subestimação, onde a biópsia inicial por agulha não detecta um carcinoma ductal in situ (CDIS) ou mesmo um carcinoma invasivo que coexiste na mesma lesão, o que pode ocorrer em até 20-30% dos casos. Devido a essa taxa de subestimação, a conduta padrão para HDA é a exérese cirúrgica da lesão, guiada por métodos como fio metálico ou radioisótopo, para garantir a remoção completa e a avaliação histopatológica de todo o tecido. Após a exérese, se não houver malignidade, a paciente deve ser acompanhada de perto, e a quimioprevenção pode ser considerada em casos selecionados para reduzir o risco futuro.
HDA é uma proliferação de células epiteliais ductais com algumas características atípicas, sendo considerada uma lesão de alto risco para o desenvolvimento de câncer de mama, embora não seja câncer em si.
A exérese cirúrgica é recomendada devido à alta taxa de subestimação diagnóstica, ou seja, a biópsia por agulha pode não ter amostrado um carcinoma ductal in situ ou invasivo adjacente à HDA, que só seria detectado na análise de toda a lesão.
Após a exérese cirúrgica e confirmação da ausência de malignidade, pode-se considerar quimioprevenção com tamoxifeno ou inibidores de aromatase em pacientes selecionadas, além de um acompanhamento rigoroso com exames de imagem periódicos.
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