UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2024
Mulher, 49 anos, apresenta na mamografia área de microcalcificações pleomórficas medindo cerca de 1,5cm em quadrante superior externo (QSE) de mama direita. Exame físico das mamas sem alterações. Realizada mamotomia da lesão com diagnóstico histopatológico de hiperplasia ductal atípica. Mamografia de controle: microcalcificações residuais no local da biópsia. Pode-se afirmar que a melhor conduta a seguir é realizar uma:
HDA diagnosticada por mamotomia com microcalcificações residuais → excisão cirúrgica (setorectomia) + quimioprevenção (tamoxifeno).
A hiperplasia ductal atípica (HDA) é uma lesão de alto risco para o desenvolvimento de câncer de mama. Quando diagnosticada por biópsia percutânea (mamotomia), a presença de microcalcificações residuais indica a necessidade de excisão cirúrgica (setorectomia) para excluir um carcinoma invasivo ou in situ subjacente. Além disso, a HDA confere um risco aumentado de câncer, justificando a quimioprevenção com tamoxifeno.
A hiperplasia ductal atípica (HDA) é uma lesão mamária proliferativa com atipias celulares que representa um marcador de risco aumentado para o desenvolvimento de câncer de mama. Sua prevalência é significativa, sendo frequentemente detectada em biópsias realizadas para investigar microcalcificações ou outras alterações mamográficas. Para residentes, o manejo adequado da HDA é um tópico crucial na mastologia. O diagnóstico de HDA geralmente é feito por biópsia percutânea, como a mamotomia, guiada por imagem. No entanto, devido à heterogeneidade das lesões mamárias e ao risco de subestimar um carcinoma in situ ou invasivo, a presença de HDA em uma biópsia percutânea, especialmente se houver microcalcificações residuais ou discordância radiopatológica, geralmente requer uma biópsia excisional (setorectomia) para um diagnóstico definitivo. A fisiopatologia envolve alterações genéticas e moleculares que predispõem ao desenvolvimento de malignidade. Após a excisão cirúrgica e a confirmação do diagnóstico de HDA, a paciente é considerada de alto risco para câncer de mama. A conduta inclui acompanhamento rigoroso com exames de imagem e, em muitos casos, a quimioprevenção com medicamentos como o tamoxifeno por um período de 5 anos, que demonstrou reduzir significativamente o risco de câncer de mama invasivo. É fundamental que o residente compreenda a importância da correlação clínico-radiológica-patológica e as opções de manejo para essas pacientes.
A hiperplasia ductal atípica (HDA) é uma proliferação de células epiteliais nos ductos mamários com algumas características atípicas, mas que não preenchem os critérios para carcinoma in situ. É considerada uma lesão de alto risco, pois aumenta o risco de desenvolver câncer de mama invasivo em 4 a 5 vezes ao longo da vida.
A setorectomia (biópsia excisional) é indicada para garantir que não haja um carcinoma ductal in situ (CDIS) ou um carcinoma invasivo subjacente que não foi completamente amostrado pela mamotomia. A presença de microcalcificações residuais sugere que a lesão não foi totalmente removida e que pode haver doença mais significativa remanescente.
O tamoxifeno é recomendado como quimioprevenção para pacientes com HDA que apresentam alto risco de desenvolver câncer de mama, após a excisão cirúrgica da lesão. Ele atua como um modulador seletivo do receptor de estrogênio (SERM), reduzindo o risco de câncer de mama em mulheres na pré e pós-menopausa.
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