IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2021
Sandra de 30 anos, esta em investigação de infertilidade conjugal. Foi submetida a histeroscopia diagnóstica com biópsia de endométrio. A biópsia mostrou hiperplasia atípica de endométrio/ neoplasia intraepitelial endometrial. Qual o tratamento recomendado para Sandra?
Hiperplasia atípica de endométrio/EIN em mulher jovem com desejo gestacional → SIU-LNG + biópsias seriadas.
A hiperplasia atípica de endométrio (também chamada de neoplasia intraepitelial endometrial - EIN) possui alto risco de progressão para adenocarcinoma de endométrio. Em mulheres jovens com desejo de preservar a fertilidade, o tratamento conservador com progestágenos, como o SIU-LNG, é a primeira linha, com monitoramento rigoroso por biópsias.
A hiperplasia atípica de endométrio, também conhecida como neoplasia intraepitelial endometrial (EIN), é uma condição pré-maligna que representa um desafio clínico, especialmente em mulheres jovens com desejo de preservar a fertilidade. Caracteriza-se por alterações arquiteturais e citológicas no endométrio, com um risco substancial de progressão para adenocarcinoma de endométrio se não for adequadamente manejada. A identificação precoce e a escolha do tratamento correto são cruciais para o prognóstico da paciente. O tratamento para hiperplasia atípica de endométrio depende de diversos fatores, incluindo a idade da paciente, o desejo de gravidez e a presença de comorbidades. Em mulheres que já completaram sua prole ou não desejam mais engravidar, a histerectomia total é frequentemente a opção definitiva, pois remove o risco de progressão. No entanto, para pacientes jovens com infertilidade conjugal e desejo de preservar a fertilidade, abordagens conservadoras são prioritárias. Nesses casos, o tratamento hormonal com progestágenos é a primeira linha. O sistema intrauterino liberador de levonorgestrel (SIU-LNG) é particularmente eficaz, pois libera o hormônio diretamente no endométrio, induzindo atrofia e revertendo a hiperplasia, com mínimos efeitos sistêmicos. O monitoramento rigoroso com biópsias endometriais seriadas (geralmente a cada 3 meses inicialmente) é fundamental para avaliar a resposta ao tratamento e identificar qualquer persistência ou progressão da doença. A fertilização in vitro pode ser considerada após a regressão da hiperplasia.
A hiperplasia atípica de endométrio, ou neoplasia intraepitelial endometrial (EIN), é considerada uma lesão precursora do adenocarcinoma de endométrio, com um risco significativo de progressão se não tratada.
O SIU-LNG libera levonorgestrel diretamente no endométrio, causando atrofia endometrial e revertendo a hiperplasia, enquanto minimiza os efeitos sistêmicos e permite a preservação uterina para futuras gestações.
Durante o tratamento conservador com progestágenos, as biópsias endometriais devem ser realizadas periodicamente (geralmente a cada 3-6 meses) para monitorar a resposta ao tratamento e detectar qualquer progressão da doença.
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