MedEvo Simulado — Prova 2026
Isabela, uma paciente de 24 anos, procura atendimento ginecológico com queixas de irregularidade menstrual (ciclos a cada 45 a 60 dias), acne persistente e aumento de pelos em face, tórax e abdome inferior (índice de Ferriman-Gallwey de 12). Ao exame físico, apresenta IMC de 23 kg/m² e ausência de clitoromegalia ou outros sinais de virilização rápida. Foram solicitados exames laboratoriais na fase folicular precoce, que revelaram: Testosterona total de 85 ng/dL (referência: < 60 ng/dL), Sulfato de deidroepiandrosterona (SDEA) de 210 mcg/dL (referência: < 350 mcg/dL) e 17-hidroxiprogesterona (17-OHP) de 5,8 ng/mL (referência: < 2,0 ng/mL). Diante desse quadro clínico e laboratorial, qual é o próximo passo mais adequado para a investigação diagnóstica?
17-OHP entre 2-10 ng/mL → realizar teste de estímulo com ACTH para confirmar HAC não clássica.
Níveis de 17-OHP entre 2 e 10 ng/mL são inconclusivos para HAC não clássica, exigindo o teste de estímulo com ACTH sintético para avaliar a reserva enzimática da 21-hidroxilase.
A Hiperplasia Adrenal Congênita (HAC) não clássica é uma causa importante de hiperandrogenismo que deve ser diferenciada da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP). A fisiopatologia envolve uma deficiência parcial da enzima 21-hidroxilase, levando ao acúmulo de precursores como a 17-hidroxiprogesterona e desvio para a via androgênica. Clinicamente, manifesta-se com pubarca precoce, hirsutismo, acne e irregularidade menstrual. O diagnóstico diferencial é crucial pois o manejo e o aconselhamento genético diferem da SOP. O rastreio é feito com 17-OHP basal; se o resultado estiver entre 2 e 10 ng/mL, o teste de estímulo com ACTH é o padrão-ouro para confirmar a falha enzimática sob estresse metabólico simulado.
Deve-se suspeitar em mulheres com sinais de hiperandrogenismo (acne, hirsutismo, irregularidade menstrual) que mimetizam a SOP, especialmente se o início for peripuberal. O rastreio inicial é feito com a dosagem de 17-hidroxiprogesterona (17-OHP) na fase folicular precoce pela manhã. Valores acima de 2 ng/mL levantam a suspeita, enquanto valores acima de 10 ng/mL são diagnósticos.
Valores de 17-OHP menores que 2 ng/mL excluem o diagnóstico de HAC não clássica por deficiência de 21-hidroxilase. Valores superiores a 10 ng/mL confirmam o diagnóstico. A 'zona cinzenta' situa-se entre 2 e 10 ng/mL, onde o teste de estímulo com ACTH é mandatório para confirmar a condição.
O teste consiste na administração de 250 mcg de ACTH sintético (Cosintropina) com dosagem de 17-OHP após 60 minutos. Um valor pós-estímulo superior a 10 ng/mL confirma a deficiência parcial da enzima 21-hidroxilase, característica da forma não clássica da doença.
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