UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2019
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Hiperplasia adrenal congênita por deficiência de 21-hidroxilase é causa primária de insuficiência adrenal.
A deficiência da enzima 21-hidroxilase impede a síntese adequada de cortisol e aldosterona no córtex adrenal, levando a uma insuficiência adrenal primária. Isso resulta em acúmulo de precursores que são desviados para a via androgênica, causando virilização e, em casos graves, crise adrenal com perda de sal.
A insuficiência adrenal é uma condição clínica grave que resulta da produção insuficiente de hormônios pelo córtex adrenal. A compreensão de suas causas, sejam primárias ou secundárias, é fundamental para o diagnóstico e manejo adequados. A Hiperplasia Adrenal Congênita (HAC), particularmente a deficiência de 21-hidroxilase, é uma causa importante de insuficiência adrenal primária, com implicações significativas desde o período neonatal. A deficiência de 21-hidroxilase é a forma mais comum de HAC e afeta a via de síntese do cortisol e da aldosterona. A falta de cortisol leva a um aumento compensatório do ACTH hipofisário, que estimula a adrenal, mas como a enzima está deficiente, os precursores se acumulam e são desviados para a via androgênica. Isso resulta em virilização (em meninas, genitália ambígua; em ambos os sexos, puberdade precoce e aceleração do crescimento) e, nas formas mais graves, deficiência de aldosterona, causando perda de sal e crise adrenal. Para residentes, é crucial saber diferenciar as etiologias da insuficiência adrenal e entender os mecanismos fisiopatológicos por trás das manifestações clínicas. O diagnóstico precoce da HAC, muitas vezes por triagem neonatal, e o tratamento com reposição hormonal (glicocorticoides e, se necessário, mineralocorticoides) são essenciais para prevenir crises adrenais e minimizar os efeitos da virilização. O manejo da síndrome de Cushing e da doença de Addison também são temas centrais, exigindo conhecimento sobre suas características clínicas e alterações metabólicas associadas.
É uma doença genética autossômica recessiva que causa deficiência na enzima 21-hidroxilase, essencial para a síntese de cortisol e aldosterona. Isso leva à insuficiência adrenal primária, com acúmulo de precursores que são desviados para a produção de andrógenos, resultando em virilização.
Na insuficiência adrenal primária, o problema está na própria glândula adrenal (ex: Doença de Addison, HAC), que não produz hormônios suficientes. Na secundária, a falha está na hipófise, que não produz ACTH suficiente para estimular as adrenais (ex: uso crônico de glicocorticoides).
As manifestações variam de acordo com a gravidade da deficiência enzimática. Podem incluir virilização em meninas (genitália ambígua ao nascimento), puberdade precoce, crescimento acelerado na infância e, nas formas perdedoras de sal, crise adrenal com hiponatremia, hipercalemia e choque.
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