SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2015
A Hiperplasia Adrenal Congênita (HAC) engloba um grupo de síndromes que são caracterizadas por defeitos hereditários em distintas etapas enzimáticas na biossíntese do cortisol, com consequências potencialmente graves, principalmente nas formas perdedoras de sal, nas crianças acometidas. Nesta doença,
HAC perdedora de sal → Deficiência de aldosterona → Hiponatremia + Hipercalemia = Risco de óbito se não tratada.
Na HAC, especialmente nas formas perdedoras de sal (mais comum por deficiência de 21-hidroxilase), há deficiência de aldosterona, levando à perda renal de sódio e retenção de potássio. Isso resulta em hiponatremia e hipercalemia, que podem ser fatais se não tratadas rapidamente com reposição de glicocorticoides e mineralocorticoides.
A Hiperplasia Adrenal Congênita (HAC) é um grupo de doenças genéticas autossômicas recessivas que afetam a síntese de cortisol e, em alguns casos, aldosterona, nas glândulas adrenais. A deficiência da enzima 21-hidroxilase é a causa mais comum, respondendo por mais de 90% dos casos. A forma perdedora de sal é a mais grave e potencialmente letal. Na forma perdedora de sal, a deficiência de 21-hidroxilase impede a produção adequada de cortisol e aldosterona. A falta de cortisol leva à elevação do ACTH, que estimula a adrenal a produzir precursores androgênicos, resultando em virilização. A deficiência de aldosterona causa perda renal de sódio e retenção de potássio, levando a hiponatremia, hipercalemia, desidratação e choque. O diagnóstico precoce, muitas vezes por triagem neonatal, é vital. O tratamento consiste na reposição de glicocorticoides (para suprimir o ACTH e repor cortisol) e mineralocorticoides (para repor aldosterona e corrigir os distúrbios eletrolíticos). A falta de tratamento adequado pode levar a crises adrenais com risco de vida, caracterizadas por hiponatremia e hipercalemia graves.
A deficiência da enzima 21-hidroxilase é a causa mais comum da Hiperplasia Adrenal Congênita, responsável por cerca de 90-95% dos casos, e frequentemente leva à forma perdedora de sal.
As crises de perda de sal geralmente se manifestam entre a primeira e a terceira semana de vida, com sintomas como letargia, vômitos, desidratação, hipotensão e distúrbios eletrolíticos graves.
A deficiência de aldosterona na HAC perdedora de sal causa perda excessiva de sódio e retenção de potássio pelos rins. A hiponatremia grave pode levar a convulsões e coma, enquanto a hipercalemia pode causar arritmias cardíacas fatais.
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