HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2015
Considera-se uma emergência médica, uma temperatura corporal acima de:
Temperatura corporal > 41°C = Hiperpirexia → Emergência médica grave.
Hiperpirexia, definida como temperatura corporal acima de 41°C (105.8°F), é uma emergência médica crítica. Nesses níveis, há risco significativo de dano celular direto e disfunção de múltiplos órgãos, incluindo o sistema nervoso central, exigindo intervenção imediata para resfriamento.
A temperatura corporal é um sinal vital fundamental, e sua elevação, a febre, é uma resposta comum a infecções e inflamações. No entanto, elevações extremas da temperatura, conhecidas como hiperpirexia, representam uma emergência médica grave que exige reconhecimento e intervenção imediatos. Hiperpirexia é classicamente definida como uma temperatura corporal central superior a 41°C (105.8°F). Atingir esse limiar indica um risco iminente de lesão celular direta e disfunção de múltiplos órgãos, incluindo o sistema nervoso central, coração, rins e fígado, devido à desnaturação proteica e à falha dos mecanismos termorregulatórios. O manejo da hiperpirexia envolve a identificação e tratamento da causa subjacente, juntamente com medidas agressivas de resfriamento físico (ex: compressas frias, fluidos intravenosos gelados, cobertores de resfriamento) para reduzir rapidamente a temperatura corporal e prevenir danos irreversíveis. É crucial diferenciar hiperpirexia de febre comum para guiar a conduta.
Febre é uma elevação da temperatura corporal acima do normal (>38°C) devido a uma alteração no ponto de ajuste hipotalâmico. Hiperpirexia é uma elevação extrema da temperatura (>41°C), que pode ser febril ou não febril (hipertermia), e representa risco de dano tecidual direto.
Causas comuns de hiperpirexia incluem infecções graves (sepse), golpe de calor (insolação), hipertermia maligna, crise tireotóxica e síndrome serotoninérgica, entre outras condições que afetam a termorregulação.
Os riscos incluem lesão cerebral, rabdomiólise, coagulopatia intravascular disseminada (CIVD), insuficiência renal aguda, disfunção hepática e arritmias cardíacas, devido ao dano celular direto e à desnaturação proteica.
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