UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2015
Para crianças com doença renal crônica em estágio V, o nível sérico de Paratormônio (PTH) deve ser mantido em nível que reflita uma remodelação óssea próxima do normal, evitando o desenvolvimento de doença óssea de alta ou baixa remodelação. Este nível alvo do PTH no tratamento, em pg/ml, é:
DRC estágio V pediátrica: PTH alvo 200-300 pg/ml para evitar doença óssea de alta/baixa remodelação.
Em crianças com DRC estágio V, o manejo do hiperparatireoidismo secundário é crucial. O objetivo é manter o PTH em um nível que permita remodelação óssea normal, evitando tanto a osteíte fibrosa cística (alta remodelação) quanto a doença óssea adinâmica (baixa remodelação).
A Doença Renal Crônica (DRC) em crianças, especialmente no estágio V, é acompanhada por uma série de complicações, sendo os distúrbios minerais e ósseos (DMO-DRC) uma das mais significativas. O hiperparatireoidismo secundário é uma manifestação comum, onde a deficiência de vitamina D e a retenção de fósforo levam à hiperplasia das paratireoides e elevação do Paratormônio (PTH). O manejo adequado do PTH é fundamental para garantir o desenvolvimento ósseo saudável e prevenir deformidades e fraturas. O objetivo terapêutico na DRC pediátrica estágio V não é normalizar o PTH para os níveis da população geral, mas sim mantê-lo em uma faixa que promova uma remodelação óssea próxima do normal. Níveis de PTH muito elevados (acima de 300 pg/ml) estão associados à osteíte fibrosa cística, uma doença óssea de alta remodelação. Por outro lado, níveis de PTH muito baixos (abaixo de 200 pg/ml), muitas vezes devido à supressão excessiva, podem levar à doença óssea adinâmica, caracterizada por baixa remodelação e acúmulo de alumínio. As diretrizes atuais recomendam que, em crianças com DRC estágio V, o PTH seja mantido na faixa de 200-300 pg/ml. O tratamento envolve uma abordagem multifacetada, incluindo restrição dietética de fósforo, uso de quelantes de fósforo, suplementação de vitamina D ativada (calcitriol ou análogos) e, em casos refratários, calcimiméticos ou paratireoidectomia. O monitoramento regular dos níveis de PTH, cálcio, fósforo e fosfatase alcalina é essencial para ajustar a terapia e otimizar os resultados ósseos e de crescimento.
O PTH é crucial porque regula o metabolismo do cálcio e fósforo. Na DRC, sua elevação (hiperparatireoidismo secundário) leva a distúrbios minerais e ósseos, impactando o crescimento e a saúde óssea das crianças.
O objetivo é equilibrar a remodelação óssea. Níveis muito altos causam osteíte fibrosa cística (alta remodelação), e níveis muito baixos, suprimidos pelo tratamento excessivo, levam à doença óssea adinâmica (baixa remodelação), ambas prejudiciais.
O tratamento inclui restrição dietética de fósforo, uso de quelantes de fósforo, suplementação de vitamina D ativada (calcitriol ou análogos) e, em casos refratários, calcimiméticos ou paratireoidectomia.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo