Hiperparatireoidismo Primário: Diagnóstico e Sinais

HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (DF) — Prova 2024

Enunciado

Uma mulher de 64 anos apresenta lombalgia persistente há 7 meses, sem histórico de trauma local. Seu quadro clínico é marcado por comorbidades em tratamento regular, incluindo hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, dislipidemia e menopausa há 10 anos. No exame físico, a paciente manifesta dor à palpação dos processos espinhosos vertebrais e leve desconforto durante a mobilização passiva. Os resultados dos exames laboratoriais indicam hemoglobina de 11,5 g/dL; hematócrito de 34,5%; creatinina de 1,0 mg/dL; cálcio total de 11,8 mg/dL; fosfatase alcalina de 126 UI/L; fósforo de 2,3 mg/dL; vitamina D de 15 ng/mL; PTH de 50 pg/mL; e CPK de 302 UI/L.A respeito do caso clínico apresentado, julgue :A principal hipótese diagnóstica para a paciente é Hiperparatireodismo Primário

Alternativas

  1. A) Certo.
  2. B) Errado.

Pérola Clínica

Hipercalcemia + PTH ↑ + hipofosfatemia + FA ↑ → Hiperparatireoidismo Primário.

Resumo-Chave

A combinação de cálcio sérico elevado, PTH elevado (ou inapropriadamente normal para o cálcio), e fosfatase alcalina elevada, com fósforo baixo, é altamente sugestiva de hiperparatireoidismo primário, mesmo com deficiência de vitamina D. A lombalgia pode ser um sintoma de doença óssea.

Contexto Educacional

O hiperparatireoidismo primário é uma condição endócrina comum, caracterizada pela produção excessiva e autônoma de paratormônio (PTH) por uma ou mais glândulas paratireoides, resultando em hipercalcemia. Sua prevalência aumenta com a idade, especialmente em mulheres pós-menopausa. O reconhecimento precoce é crucial para prevenir complicações graves como doença óssea, nefrolitíase e disfunção renal. O diagnóstico baseia-se na tríade laboratorial de hipercalcemia, PTH elevado ou inapropriadamente normal e hipofosfatemia. A fosfatase alcalina pode estar elevada devido ao aumento do turnover ósseo. É fundamental diferenciar do hiperparatireoidismo secundário, onde o PTH se eleva em resposta à hipocalcemia crônica. A deficiência de vitamina D é comum e deve ser corrigida, mas não resolve o hiperparatireoidismo primário. O tratamento definitivo para o hiperparatireoidismo primário sintomático ou com critérios de indicação é a paratireoidectomia. Pacientes assintomáticos podem ser monitorizados, mas critérios como cálcio sérico muito elevado, clearance de creatinina reduzido, densidade mineral óssea baixa e idade < 50 anos indicam cirurgia. A lombalgia persistente na paciente pode ser um sinal de comprometimento ósseo.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais achados laboratoriais no hiperparatireoidismo primário?

Os principais achados incluem hipercalcemia, níveis elevados ou inapropriadamente normais de PTH, hipofosfatemia e, frequentemente, elevação da fosfatase alcalina. A deficiência de vitamina D é comum e pode coexistir.

Qual a relação entre deficiência de vitamina D e hiperparatireoidismo?

A deficiência de vitamina D pode exacerbar o hiperparatireoidismo primário ou causar hiperparatireoidismo secundário. No primário, a deficiência pode mascarar a hipercalcemia ou aumentar o PTH, mas a causa subjacente é a disfunção da paratireoide.

Quais são as manifestações clínicas comuns do hiperparatireoidismo primário?

As manifestações incluem sintomas ósseos (dor, fraturas, osteopenia), renais (nefrolitíase, poliúria), gastrointestinais (náuseas, constipação) e neuropsiquiátricos (fadiga, depressão, confusão), embora muitos pacientes sejam assintomáticos.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo