Hiperparatireoidismo Primário: Cirurgia Minimamente Invasiva

Claretiano - Centro Universitário de Rio Claro (SP) — Prova 2025

Enunciado

Uma paciente do sexo feminino, 48 anos, apresenta quadro de hiperparatireoidismo primário, com cálcio sérico persistentemente elevado e PTH alto. Exames de imagem sugerem adenoma único em paratireoide inferior esquerda. Sobre a cirurgia de paratireoide, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) A cirurgia minimamente invasiva (localizada) pode ser realizada quando o adenoma está bem localizado por exames de imagem.
  2. B) O hiperparatireoidismo primário não causa repercussões ósseas ou renais.
  3. C) A exploração bilateral de paratireoides é sempre obrigatória, independentemente dos achados de imagem.
  4. D) Não é necessário dosar PTH intraoperatório.

Pérola Clínica

Hiperparatireoidismo primário com adenoma localizado → Paratireoidectomia minimamente invasiva é opção eficaz.

Resumo-Chave

A cirurgia minimamente invasiva para hiperparatireoidismo primário é uma opção segura e eficaz quando o adenoma causador da doença está bem localizado por exames de imagem pré-operatórios, como ultrassonografia e cintilografia com Sestamibi.

Contexto Educacional

O hiperparatireoidismo primário (HPP) é um distúrbio endócrino comum caracterizado pela secreção excessiva e autônoma de paratormônio (PTH) por uma ou mais glândulas paratireoides, levando à hipercalcemia. Na maioria dos casos (80-85%), é causado por um adenoma solitário. A prevalência aumenta com a idade e é mais comum em mulheres. As repercussões clínicas incluem doença óssea (osteoporose, fraturas), doença renal (nefrolitíase, nefrocalcinose), e sintomas inespecíficos como fadiga, fraqueza, depressão e dor abdominal. O diagnóstico do HPP é bioquímico, com cálcio sérico elevado e PTH inapropriadamente alto ou normal-alto. Uma vez confirmado o diagnóstico e havendo indicação cirúrgica, a localização pré-operatória do adenoma é fundamental. Exames como ultrassonografia cervical e cintilografia com Sestamibi (SPECT/CT) são utilizados para identificar a glândula hiperfuncionante. Se o adenoma estiver bem localizado por esses exames, a paratireoidectomia minimamente invasiva (PMI) é a abordagem preferencial. Esta técnica envolve uma incisão menor, menor tempo cirúrgico e recuperação mais rápida em comparação com a exploração cervical bilateral. Durante a PMI, a dosagem de PTH intraoperatório é uma ferramenta valiosa para confirmar a remoção do adenoma e o sucesso da cirurgia, com uma queda significativa nos níveis de PTH. O prognóstico após a cirurgia é geralmente excelente, com normalização dos níveis de cálcio e PTH na maioria dos pacientes. É vital que residentes compreendam as indicações cirúrgicas, as técnicas de localização e a importância do PTH intraoperatório para um manejo eficaz do HPP.

Perguntas Frequentes

Quais são as indicações para cirurgia no hiperparatireoidismo primário?

As indicações incluem cálcio sérico significativamente elevado, complicações como osteoporose, nefrolitíase, insuficiência renal, idade < 50 anos, e sintomas neurocognitivos ou neuromusculares.

Quais exames de imagem são usados para localizar adenomas de paratireoide?

Os principais exames são a ultrassonografia cervical de alta resolução e a cintilografia com Sestamibi, que podem ser complementados por tomografia computadorizada ou ressonância magnética em casos complexos.

Qual a importância do PTH intraoperatório na cirurgia de paratireoide?

A dosagem de PTH intraoperatório é crucial para confirmar a remoção completa do tecido hiperfuncionante, com uma queda de 50% ou mais do PTH basal após a excisão do adenoma, garantindo o sucesso da cirurgia.

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