Claretiano - Centro Universitário de Rio Claro (SP) — Prova 2025
Uma paciente do sexo feminino, 48 anos, apresenta quadro de hiperparatireoidismo primário, com cálcio sérico persistentemente elevado e PTH alto. Exames de imagem sugerem adenoma único em paratireoide inferior esquerda. Sobre a cirurgia de paratireoide, assinale a alternativa correta:
Hiperparatireoidismo primário com adenoma localizado → Paratireoidectomia minimamente invasiva é opção eficaz.
A cirurgia minimamente invasiva para hiperparatireoidismo primário é uma opção segura e eficaz quando o adenoma causador da doença está bem localizado por exames de imagem pré-operatórios, como ultrassonografia e cintilografia com Sestamibi.
O hiperparatireoidismo primário (HPP) é um distúrbio endócrino comum caracterizado pela secreção excessiva e autônoma de paratormônio (PTH) por uma ou mais glândulas paratireoides, levando à hipercalcemia. Na maioria dos casos (80-85%), é causado por um adenoma solitário. A prevalência aumenta com a idade e é mais comum em mulheres. As repercussões clínicas incluem doença óssea (osteoporose, fraturas), doença renal (nefrolitíase, nefrocalcinose), e sintomas inespecíficos como fadiga, fraqueza, depressão e dor abdominal. O diagnóstico do HPP é bioquímico, com cálcio sérico elevado e PTH inapropriadamente alto ou normal-alto. Uma vez confirmado o diagnóstico e havendo indicação cirúrgica, a localização pré-operatória do adenoma é fundamental. Exames como ultrassonografia cervical e cintilografia com Sestamibi (SPECT/CT) são utilizados para identificar a glândula hiperfuncionante. Se o adenoma estiver bem localizado por esses exames, a paratireoidectomia minimamente invasiva (PMI) é a abordagem preferencial. Esta técnica envolve uma incisão menor, menor tempo cirúrgico e recuperação mais rápida em comparação com a exploração cervical bilateral. Durante a PMI, a dosagem de PTH intraoperatório é uma ferramenta valiosa para confirmar a remoção do adenoma e o sucesso da cirurgia, com uma queda significativa nos níveis de PTH. O prognóstico após a cirurgia é geralmente excelente, com normalização dos níveis de cálcio e PTH na maioria dos pacientes. É vital que residentes compreendam as indicações cirúrgicas, as técnicas de localização e a importância do PTH intraoperatório para um manejo eficaz do HPP.
As indicações incluem cálcio sérico significativamente elevado, complicações como osteoporose, nefrolitíase, insuficiência renal, idade < 50 anos, e sintomas neurocognitivos ou neuromusculares.
Os principais exames são a ultrassonografia cervical de alta resolução e a cintilografia com Sestamibi, que podem ser complementados por tomografia computadorizada ou ressonância magnética em casos complexos.
A dosagem de PTH intraoperatório é crucial para confirmar a remoção completa do tecido hiperfuncionante, com uma queda de 50% ou mais do PTH basal após a excisão do adenoma, garantindo o sucesso da cirurgia.
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