SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2022
Uma mãe grávida em seu primeiro trimestre vem ao consultório com diagnóstico de hiperparatireoidismo. Qual dentre as alternativas abaixo é o manejo mais correto?
Hiperparatireoidismo primário na gravidez → paratireoidectomia no 2º trimestre para evitar complicações maternas/fetais.
O hiperparatireoidismo primário na gravidez, se não tratado, pode levar a sérias complicações maternas (crise hipercalcêmica) e fetais (prematuridade, baixo peso, hipocalcemia neonatal). A paratireoidectomia no segundo trimestre é o manejo de escolha por ser o período mais seguro para a cirurgia.
O hiperparatireoidismo primário (HPP) na gravidez é uma condição rara, mas que exige atenção devido ao risco significativo de complicações maternas e fetais. É caracterizado pela produção excessiva de paratormônio (PTH), levando à hipercalcemia. O diagnóstico é feito pela elevação do cálcio sérico e PTH, e sua identificação precoce é crucial para um manejo adequado. As complicações maternas incluem náuseas, vômitos, fadiga, nefrolitíase, pancreatite e crise hipercalcêmica, que pode ser fatal. Para o feto, os riscos são prematuridade, restrição de crescimento intrauterino, baixo peso ao nascer e, mais notavelmente, hipocalcemia neonatal grave e tetania, devido à supressão das paratireoides fetais pela hipercalcemia materna crônica. O manejo de escolha para HPP sintomático ou com hipercalcemia significativa na gravidez é a paratireoidectomia. O segundo trimestre é o período ideal para a cirurgia, minimizando os riscos para o feto e a mãe. O tratamento conservador com calcimiméticos pode ser considerado em casos leves ou como medida temporária, mas a cirurgia oferece a cura definitiva e previne as complicações a longo prazo.
O hiperparatireoidismo primário não tratado na gravidez pode levar a complicações maternas como crise hipercalcêmica, nefrolitíase e pancreatite, e complicações fetais como prematuridade, restrição de crescimento intrauterino e hipocalcemia neonatal grave.
O segundo trimestre é considerado o período mais seguro para cirurgias não obstétricas na gravidez, pois o risco de teratogenicidade dos anestésicos é menor do que no primeiro trimestre, e o risco de parto prematuro é menor do que no terceiro trimestre.
Os calcimiméticos podem ser usados em casos leves de hipercalcemia ou como terapia de ponte para estabilizar a paciente antes da cirurgia. No entanto, a paratireoidectomia é o tratamento definitivo e preferencial para hiperparatireoidismo primário sintomático ou com hipercalcemia significativa na gravidez.
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