Hiperparatireoidismo Primário: Alterações Laboratoriais Chave

Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2021

Enunciado

São alterações laboratoriais mais frequentemente encontrada em pacientes com Hiperparatireoidismo Primário:

Alternativas

  1. A) Hipercalcemia e hipofosfatemia.
  2. B) Hipercalcemia e hiperfosfatemia.
  3. C) Hipocalcemia e hipercalciúria.
  4. D) Hipercalcemia e hipofosfatúria.

Pérola Clínica

Hiperparatireoidismo Primário = ↑ PTH, ↑ Cálcio, ↓ Fósforo.

Resumo-Chave

No hiperparatireoidismo primário, há uma produção excessiva de paratormônio (PTH) por uma ou mais glândulas paratireoides. Isso leva ao aumento da reabsorção óssea e renal de cálcio, resultando em hipercalcemia, e ao aumento da excreção renal de fosfato, causando hipofosfatemia.

Contexto Educacional

O hiperparatireoidismo primário (HPP) é uma condição endócrina comum caracterizada pela secreção excessiva e autônoma de paratormônio (PTH) por uma ou mais glândulas paratireoides, geralmente devido a um adenoma. A epidemiologia mostra que é mais comum em mulheres após a menopausa e sua prevalência aumenta com a idade. A importância clínica reside no potencial de causar complicações significativas a longo prazo, como doença óssea metabólica (osteoporose, osteíte fibrosa cística), nefrolitíase, e sintomas neuromusculares e gastrointestinais, mesmo em casos assintomáticos. A fisiopatologia do HPP envolve a perda do feedback negativo normal do cálcio sobre a secreção de PTH. As células paratireoidianas, por algum motivo (geralmente um adenoma), produzem PTH em excesso, independentemente dos níveis séricos de cálcio. O PTH elevado atua nos rins, aumentando a reabsorção tubular de cálcio e a excreção de fosfato, e estimulando a síntese de 1,25-di-hidroxivitamina D. Nos ossos, o PTH aumenta a atividade osteoclástica, liberando cálcio e fosfato para a circulação. O resultado líquido dessas ações é a hipercalcemia e a hipofosfatemia, que são as alterações laboratoriais clássicas do HPP. O diagnóstico do HPP é laboratorial, com a tríade de hipercalcemia, PTH inapropriadamente elevado (ou no limite superior da normalidade) e hipofosfatemia. Outros exames, como a calciúria de 24 horas, podem ser úteis. O tratamento definitivo para o HPP sintomático ou com critérios de indicação é a paratireoidectomia cirúrgica, que geralmente resulta na cura da hipercalcemia. Para pacientes assintomáticos sem indicação cirúrgica, o acompanhamento clínico e o uso de medicamentos como cinacalcete ou bisfosfonatos podem ser considerados. O prognóstico pós-cirúrgico é excelente, com normalização dos níveis de cálcio e melhora das complicações.

Perguntas Frequentes

Qual o papel do paratormônio (PTH) no metabolismo do cálcio e fósforo?

O PTH é o principal regulador do cálcio e fósforo. Ele aumenta os níveis séricos de cálcio (pela reabsorção óssea e renal) e diminui os níveis séricos de fósforo (pelo aumento da excreção renal). Também estimula a síntese de vitamina D ativa, que aumenta a absorção intestinal de ambos.

Como o hiperparatireoidismo primário afeta os níveis de cálcio e fósforo?

No hiperparatireoidismo primário, o excesso de PTH leva à hipercalcemia (níveis elevados de cálcio no sangue) devido ao aumento da reabsorção óssea e renal de cálcio. Concomitantemente, o PTH aumenta a excreção renal de fosfato, resultando em hipofosfatemia (níveis baixos de fósforo no sangue).

Quais são as principais manifestações clínicas do hiperparatireoidismo primário?

As manifestações podem ser assintomáticas ou incluir 'ossos, pedras, gemidos e queixas psíquicas'. Isso se refere a osteoporose/fraturas, nefrolitíase, dor abdominal/pancreatite e sintomas neuropsiquiátricos como fadiga e depressão.

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