HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2025
Um homem de 38 anos apresenta-se com episódios recorrentes de dor abdominal aguda, poliúria e polidipsia. Exames laboratoriais revelam hipercalcemia e elevação dos níveis de hormônio paratireóideo. A densitometria óssea mostra perda de massa óssea. Uma cintilografia de paratireóides indica um adenoma paratireóideo. Qual é o tratamento mais adequado?
Hiperparatireoidismo primário sintomático com adenoma → Paratireoidectomia é o tratamento curativo.
O hiperparatireoidismo primário, especialmente quando sintomático (dor abdominal, poliúria, polidipsia, perda óssea) e com adenoma identificado, tem na paratireoidectomia cirúrgica o tratamento definitivo e curativo, removendo a fonte do excesso de PTH.
O hiperparatireoidismo primário é uma condição endócrina caracterizada pela produção excessiva de hormônio paratireóideo (PTH) por uma ou mais glândulas paratireoides, geralmente devido a um adenoma solitário. Essa hipersecreção de PTH leva à hipercalcemia, que pode causar uma série de sintomas e complicações em diversos sistemas orgânicos, incluindo o esquelético, renal, gastrointestinal e neurológico. A prevalência aumenta com a idade e é mais comum em mulheres. O diagnóstico é estabelecido pela presença de hipercalcemia persistente e níveis elevados ou inapropriadamente normais de PTH. A investigação inclui exames laboratoriais (cálcio, PTH, fósforo, vitamina D) e exames de imagem para localizar o adenoma, como a cintilografia de paratireoides com tecnécio-99m sestamibi. A densitometria óssea é importante para avaliar a perda de massa óssea, uma complicação comum. O tratamento definitivo para o hiperparatireoidismo primário sintomático ou com critérios de indicação cirúrgica é a paratireoidectomia. A cirurgia é altamente eficaz, com taxas de cura superiores a 95%, e resulta na normalização dos níveis de cálcio e PTH, além da melhora dos sintomas e da densidade óssea. Para pacientes assintomáticos que não preenchem os critérios cirúrgicos, o monitoramento periódico pode ser uma opção, enquanto os calcimiméticos e bifosfonatos são considerados para aqueles que não podem ser operados ou que recusam a cirurgia.
Os sintomas clássicos incluem 'ossos, pedras, gemidos e queixas psíquicas', referindo-se a osteoporose, nefrolitíase, dor abdominal, fadiga, fraqueza e alterações neuropsiquiátricas, além de poliúria e polidipsia.
A paratireoidectomia é o tratamento de escolha para pacientes sintomáticos, com hipercalcemia significativa, complicações ósseas (osteoporose), renais (cálculos) ou neuromusculares, e quando há adenoma identificado.
Tratamentos clínicos como calcimiméticos (cinacalcete) e bifosfonatos podem ser usados para controlar sintomas e hipercalcemia em pacientes que não são candidatos à cirurgia ou que recusam o procedimento, mas não são curativos.
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