HVV - Hospital Vaz Monteiro - Lavras (MG) — Prova 2025
Paciente, 65 anos, é internado com histórico de diarreia persistente há 4 dias. Ele apresenta confusão mental, pele seca, sede intensa e pressão arterial baixa. Os exames laboratoriais revelam níveis de sódio sérico de 155 mEq/L e osmolaridade plasmática elevada. Com base nesse quadro clínico, o diagnóstico e a conduta mais adequada é:
Hipernatremia + desidratação → Reposição hídrica com solução hipotônica (ex: soro glicosado 5%).
A hipernatremia por perda de água, comum em quadros de diarreia ou febre, cursa com desidratação e aumento da osmolaridade. A correção deve ser gradual com soluções hipotônicas para evitar edema cerebral.
A hipernatremia é um distúrbio hidroeletrolítico caracterizado por níveis séricos de sódio acima de 145 mEq/L, frequentemente associada à desidratação e aumento da osmolaridade plasmática. É mais comum em idosos e crianças, especialmente em quadros de diarreia, vômitos ou febre, onde há perda de água livre em excesso em relação ao sódio. A identificação precoce é crucial para prevenir complicações neurológicas. O diagnóstico baseia-se na clínica de desidratação (sede, pele seca, hipotensão, confusão mental) e nos exames laboratoriais que confirmam sódio sérico elevado e osmolaridade plasmática aumentada. A fisiopatologia envolve a perda de água que excede a perda de sódio, concentrando o sódio restante no plasma. É fundamental diferenciar a hipernatremia hipovolêmica (perda de água e sódio, mas mais água) da euvolêmica (perda de água pura) e hipervolêmica (excesso de sódio). O tratamento da hipernatremia hipovolêmica consiste na reposição gradual de água livre com soluções hipotônicas, como soro glicosado a 5% ou soro fisiológico a 0,45%, visando uma correção lenta para evitar o edema cerebral. A taxa de correção não deve exceder 0,5 mEq/L/hora ou 10-12 mEq/L em 24 horas. O monitoramento rigoroso dos eletrólitos e do estado neurológico é essencial durante todo o processo terapêutico.
Os sinais incluem sede intensa, pele seca, confusão mental, hipotensão e taquicardia, refletindo a desidratação e o aumento da osmolaridade sérica.
A reposição hídrica deve ser feita com soluções hipotônicas, como soro glicosado a 5% ou soro fisiológico a 0,45%, para corrigir o déficit de água livre.
A correção muito rápida da hipernatremia pode levar a edema cerebral, convulsões e danos neurológicos permanentes devido ao rápido influxo de água para as células cerebrais.
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