UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2025
Um paciente está com hipernatremia quando sua concentração sérica de sódio, em mEq/L, é superior a:
Hipernatremia = Sódio sérico > 145 mEq/L → Indica estado de hiperosmolaridade e déficit de água.
A hipernatremia é definida laboratorialmente por níveis de sódio acima de 145 mEq/L, refletindo quase sempre uma perda de água livre superior à perda de eletrólitos.
A hipernatremia é um distúrbio comum em pacientes hospitalizados, especialmente idosos e crianças, que possuem mecanismos de sede prejudicados ou acesso limitado a líquidos. Fisiopatologicamente, o sódio é o principal determinante da osmolaridade extracelular; portanto, sua elevação causa um gradiente osmótico que retira água das células. O diagnóstico é eminentemente laboratorial, mas a clínica é dominada por sinais neurológicos como irritabilidade, letargia, fraqueza e, em casos graves, convulsões e coma. O manejo exige a identificação da causa subjacente e a reposição calculada de fluidos, sempre respeitando os limites de velocidade de correção para prevenir complicações iatrogênicas graves.
A hipernatremia é definida tecnicamente quando a concentração sérica de sódio ultrapassa 145 mEq/L. O intervalo de referência normal para o sódio sérico situa-se geralmente entre 135 e 145 mEq/L. Valores acima desse limite indicam um estado de hiperosmolaridade plasmática, que obriga a saída de água do compartimento intracelular para o extracelular, resultando em desidratação celular, o que é particularmente crítico para o sistema nervoso central.
As causas principais dividem-se em perda de água livre (como no diabetes insipidus central ou nefrogênico), perda de fluidos hipotônicos (perdas gastrointestinais, sudorese excessiva ou diurese osmótica) e, mais raramente, ganho excessivo de sódio (administração de bicarbonato de sódio hipertônico ou ingestão de sal). Na prática clínica, a incapacidade de pedir ou ingerir água em resposta à sede é o fator permissivo mais comum para o desenvolvimento da hipernatremia.
A correção deve ser cautelosa para evitar o edema cerebral. O objetivo é reduzir o sódio sérico em uma taxa não superior a 10-12 mEq/L em 24 horas. Utiliza-se o cálculo do déficit de água livre para guiar a reposição, preferencialmente por via oral ou enteral com água pura. Se a via parenteral for necessária, soluções hipotônicas como soro glicosado a 5% ou salina a 0,45% são indicadas, monitorando eletrólitos a cada 4-6 horas.
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