PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2025
Amaral, 74 anos, está internado há três dias devido a um quadro febril secundário à pneumonia. Mesmo sendo o terceiro dia da antibioticoterapia, o paciente encontra-se prostrado, em mau estado geral, e suas mucosas estão secas. Seus exames laboratoriais mostram valores de sódio de 166, 153 e 165 mEq/L (VR 135 a 145 mEq/L), respectivamente no primeiro, segundo e terceiro dia de internação.Para corrigir esse sódio plasmático, você irá hidratar esse paciente e para isso, há a necessidade de se guiar por alguns preceitos básicos sobre a velocidade de correção do valor do sódio plasmático. Sobre isso, qual das alternativas abaixo está CORRETA?
Hipernatremia: correção máxima de 10-12 mEq/L/dia para evitar edema cerebral ou desmielinização osmótica.
A correção da hipernatremia deve ser gradual para permitir a adaptação osmótica das células cerebrais. Uma redução muito rápida pode levar a edema cerebral, enquanto uma correção muito lenta pode prolongar os riscos da hipernatremia. O limite de 10-12 mEq/L/dia é crucial para a segurança do paciente.
A hipernatremia, definida como sódio plasmático > 145 mEq/L, é um distúrbio hidroeletrolítico comum, especialmente em pacientes idosos, com alteração do nível de consciência ou com acesso limitado à água. Sua etiologia geralmente envolve perda de água livre ou ganho excessivo de sódio, como em casos de desidratação, diabetes insipidus ou ingestão excessiva de sal. É crucial reconhecer e manejar a hipernatremia devido ao seu potencial de causar disfunção neurológica grave. A fisiopatologia da hipernatremia envolve um aumento da osmolalidade plasmática, que causa a saída de água das células, levando à desidratação celular. O cérebro é particularmente vulnerável; para se adaptar, as células cerebrais produzem osmolitos idiogênicos. O diagnóstico é laboratorial, e a suspeita clínica deve surgir em pacientes com alteração do estado mental, sede intensa ou sinais de desidratação. O tratamento da hipernatremia visa corrigir o balanço hídrico e eletrolítico. A velocidade de correção é o ponto mais crítico: uma redução muito rápida do sódio plasmático pode levar ao edema cerebral, enquanto uma correção muito lenta pode prolongar os riscos da hipernatremia. A diretriz padrão é reduzir o sódio em no máximo 10 a 12 mEq/L nas primeiras 24 horas, e não mais que 18 mEq/L nas primeiras 48 horas, utilizando soluções hipotônicas ou isotônicas dependendo do volume intravascular do paciente.
A velocidade máxima recomendada para a correção da hipernatremia é de 10 a 12 mEq/L nas primeiras 24 horas, e não mais que 18 mEq/L nas primeiras 48 horas.
A correção muito rápida da hipernatremia pode levar ao edema cerebral, pois as células cerebrais, que se adaptaram à hipertonicidade, absorvem água rapidamente, inchando e causando danos neurológicos.
A hipernatremia pode se manifestar com sede intensa, letargia, fraqueza, irritabilidade neuromuscular, convulsões e coma, dependendo da gravidade e da velocidade de instalação.
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