CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2010
São causas de hipermetropia patológica:
CSC e subluxação posterior do cristalino → Hipermetropia patológica.
A hipermetropia patológica ocorre por encurtamento do eixo axial (como no descolamento seroso da CSC) ou por mudanças na posição/poder do cristalino.
A hipermetropia patológica difere da fisiológica por estar associada a alterações anatômicas ou doenças oculares. Enquanto a hipermetropia comum deve-se a um olho naturalmente curto, a patológica surge de condições que alteram o índice de refração, a curvatura das superfícies ou a posição dos componentes ópticos. Exemplos clássicos incluem tumores orbitários que comprimem o globo, edema macular ou seroso que 'adianta' a retina, e afacia (ausência de cristalino). O diagnóstico diferencial é clínico e exige exame de fundo de olho e biometria.
Na CSC, ocorre um acúmulo de fluido sub-retiniano que desloca a retina sensorial anteriormente. Esse deslocamento encurta a distância entre o sistema óptico e os fotorreceptores, resultando em um erro refracional hipermetrópico.
Se o cristalino se desloca para trás (posteriormente) ou se há perda de sua curvatura/poder dióptrico, o ponto focal é projetado atrás da retina, caracterizando a hipermetropia.
A acetazolamida e outras sulfonamidas podem causar miopização aguda devido ao edema do corpo ciliar, que leva ao relaxamento das zônulas e aumento da curvatura do cristalino, oposto à hipermetropia.
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