CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2022
Uma criança de seis anos de idade com dificuldade de aprendizado, apresenta refração estática de +2,00 DE em ambos os olhos, alcançando acuidade visual 1,0. Não apresenta desvio ocular. Qual a melhor conduta neste caso?
Criança assintomática + Hipermetropia baixa (+2.00) + AV normal → Conduta expectante.
Pequenos graus de hipermetropia são normais aos 6 anos; a reserva acomodativa compensa o erro sem causar sintomas, desvios ou risco de ambliopia.
O processo de emetropização é o mecanismo biológico que coordena o crescimento do comprimento axial com o poder refracional da córnea e do cristalino. A maioria dos recém-nascidos é hipermetrope, e esse erro diminui gradualmente. Aos 6 anos, uma hipermetropia de +2.00 DE sem estrabismo é considerada dentro da normalidade. A decisão de prescrever óculos em pediatria baseia-se no risco de ambliopia e no impacto funcional. Se a acuidade visual é 1.0 (20/20) e não há desvios oculares (como a esotropia acomodativa), a criança está utilizando sua 'hipermetropia facultativa' de forma eficiente. O acompanhamento anual é recomendado para monitorar a evolução refracional.
A maioria das crianças de 6 anos apresenta uma hipermetropia fisiológica entre +1.00 e +2.00 dioptrias esféricas. Este grau tende a diminuir com o processo de emetropização durante o crescimento do globo ocular.
A prescrição é indicada se houver: baixa acuidade visual bilateral, anisometropia significativa, presença de esotropia (estrabismo convergente) ou sintomas de astenopia (dor de cabeça, cansaço visual) que interfiram no aprendizado.
Crianças possuem uma amplitude de acomodação muito elevada (cerca de 14-15 dioptrias). Elas conseguem compensar +2.00 DE sem esforço excessivo, mantendo a imagem nítida na retina sem necessidade de auxílio óptico externo.
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