PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2019
Em relação aos grandes queimados, assinale a alternativa CORRETA:
Grandes queimados: ↑ catecolaminas → ↑ gliconeogênese e perda proteica (hipermetabolismo).
Pacientes com grandes queimaduras desenvolvem um estado de hipermetabolismo e hipercatabolismo severo, impulsionado pela liberação de hormônios do estresse como as catecolaminas. Isso resulta em aumento da gliconeogênese e proteólise, levando à perda de massa muscular e desnutrição, o que é crucial para o manejo nutricional.
O grande queimado é um paciente complexo que desencadeia uma resposta fisiopatológica sistêmica e multifacetada, conhecida como resposta ao estresse da queimadura. Esta resposta é caracterizada por um estado de hipermetabolismo e hipercatabolismo prolongado, que pode durar meses. A compreensão desses mecanismos é vital para o manejo clínico, pois impacta diretamente a morbimortalidade e o prognóstico. A liberação maciça de mediadores inflamatórios e hormônios do estresse, como catecolaminas, cortisol e glucagon, é central para essa resposta. As catecolaminas, em particular, estimulam intensamente a gliconeogênese hepática e a proteólise muscular, resultando em hiperglicemia e perda significativa de massa magra. Além disso, a disfunção da barreira cutânea leva a uma perda massiva de calor e água, exigindo um ambiente térmico controlado para minimizar o gasto energético. O manejo do grande queimado envolve não apenas o tratamento local da lesão, mas também um suporte sistêmico rigoroso, incluindo reposição volêmica agressiva, suporte nutricional hipercalórico e hiperproteico para combater o catabolismo, controle da dor, prevenção de infecções e manejo da resposta inflamatória. A equipe multidisciplinar é fundamental para otimizar os resultados e a reabilitação desses pacientes.
Grandes queimados apresentam um estado de hipermetabolismo e hipercatabolismo, caracterizado por aumento da demanda energética, gliconeogênese, proteólise e lipólise, impulsionado por hormônios do estresse.
A perda da barreira cutânea em grandes queimados resulta em significativa perda de calor por evaporação, tornando a manutenção da normotermia difícil e exigindo ambientes aquecidos para reduzir o estresse metabólico.
Pacientes com grandes queimaduras experimentam imunossupressão, com disfunção de células imunes como neutrófilos e linfócitos, aumentando a suscetibilidade a infecções e comprometendo a cicatrização.
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