FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2025
A hipermagnesemia é uma condição rara causada pela infusão excessiva de magnésio em associação com algum grau de disfunção renal. Pode ocorrer no manejo da eclâmpsia e em crises graves de asma devido à administração de magnésio exógeno. Em relação às manifestações clínicas e laboratoriais dessa condição, assinale a alternativa CORRETA.
Hipermagnesemia → toxicidade neuromuscular, perda de reflexos profundos (primeiro sinal).
A hipermagnesemia, frequentemente associada à disfunção renal e infusão excessiva de magnésio, manifesta-se primariamente por toxicidade neuromuscular. A perda dos reflexos tendinosos profundos é um dos primeiros e mais consistentes sinais clínicos, precedendo a depressão respiratória e o coma.
A hipermagnesemia é um distúrbio eletrolítico menos comum que a hipomagnesemia, mas potencialmente grave, que ocorre quando os níveis séricos de magnésio excedem o limite superior da normalidade. Geralmente, resulta da administração exógena excessiva de magnésio (como no tratamento da eclâmpsia, asma grave ou como laxativo/antiácido) em pacientes com função renal comprometida, uma vez que os rins são os principais reguladores da excreção de magnésio. A compreensão de suas manifestações é vital para a segurança do paciente. A fisiopatologia da hipermagnesemia envolve o magnésio atuando como um antagonista de cálcio e um depressor neuromuscular. Em níveis elevados, ele inibe a liberação de acetilcolina na junção neuromuscular e diminui a excitabilidade da membrana celular, levando a um efeito semelhante ao bloqueio neuromuscular. Além disso, a hipermagnesemia pode suprimir a secreção de paratormônio (PTH) e induzir resistência dos órgãos-alvo ao PTH, resultando em hipocalcemia. As manifestações clínicas da hipermagnesemia são dose-dependentes. Os primeiros sinais, geralmente observados com níveis séricos entre 4-6 mEq/L, incluem náuseas, vômitos, letargia e, crucialmente, a perda dos reflexos tendinosos profundos. Com níveis mais altos (6-10 mEq/L), podem ocorrer hipotensão, bradicardia, depressão respiratória e coma. O tratamento envolve a interrupção da administração de magnésio, hidratação intravenosa para promover a excreção renal e, em casos graves, gluconato de cálcio intravenoso para antagonizar os efeitos neuromusculares e cardíacos do magnésio. Diálise pode ser necessária em pacientes com insuficiência renal grave.
As principais causas incluem infusão excessiva de magnésio (ex: em eclâmpsia ou asma grave) em pacientes com algum grau de disfunção renal, que impede a excreção eficiente do íon.
A manifestação clínica inicial mais consistente é a toxicidade neuromuscular, que se manifesta primeiramente pela perda dos reflexos tendinosos profundos.
A hipermagnesemia pode levar à hipocalcemia, pois o magnésio elevado suprime a liberação de paratormônio (PTH) e causa resistência dos órgãos-alvo ao PTH.
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