Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2024
Das alternativas apresentadas abaixo qual apresenta apenas sintomas de hiperleucocitose?
Hiperleucocitose grave → Síndrome de leucostase com sintomas neurológicos (cefaleia, convulsões).
A hiperleucocitose, especialmente em leucemias agudas, pode levar à síndrome de leucostase devido ao aumento da viscosidade sanguínea e agregação de blastos nos microvasos. Os sintomas mais graves e comuns são neurológicos (cefaleia, confusão, convulsões) e respiratórios (dispneia, hipoxemia).
A hiperleucocitose é definida como uma contagem de leucócitos muito elevada (geralmente > 100.000/mm³), mais comumente associada a leucemias agudas (mieloides ou linfoides). Essa condição pode levar à síndrome de leucostase, uma emergência onco-hematológica causada pelo aumento da viscosidade sanguínea e agregação de blastos nos microvasos, resultando em hipóxia tecidual e disfunção orgânica. Os órgãos mais afetados pela leucostase são o sistema nervoso central e os pulmões. No SNC, os sintomas incluem cefaleia, tontura, confusão, alterações visuais, ataxia, déficits neurológicos focais, convulsões e, em casos graves, coma. No sistema respiratório, pode haver dispneia, hipoxemia e infiltrados pulmonares. Outras manifestações incluem priapismo, isquemia miocárdica e, raramente, insuficiência renal aguda. É fundamental que residentes e estudantes de medicina reconheçam esses sintomas como indicativos de uma emergência. O tratamento da hiperleucocitose visa reduzir rapidamente a contagem de leucócitos, geralmente através de leucoaférese e início imediato da quimioterapia de indução, além de medidas de suporte. Sintomas como diabetes melito e tosse seca não são manifestações diretas da síndrome de leucostase e não se encaixam no quadro clínico típico dessa emergência.
Os sintomas neurológicos da leucostase incluem cefaleia, tontura, confusão mental, alterações visuais, ataxia, déficits neurológicos focais e, em casos graves, convulsões e coma. Eles resultam da obstrução microvascular cerebral pelos blastos.
A hiperleucocitose pode causar sintomas respiratórios como dispneia, hipoxemia e infiltrados pulmonares, devido à leucostase pulmonar. Outras manifestações incluem priapismo, isquemia miocárdica e, em casos extremos, insuficiência renal aguda e síndrome de lise tumoral.
A identificação rápida dos sintomas de hiperleucocitose e leucostase é crucial, pois é uma emergência médica que exige intervenção imediata para reduzir a contagem de leucócitos e prevenir danos orgânicos irreversíveis, especialmente no sistema nervoso central e pulmões. O tratamento pode incluir leucoaférese e quimioterapia de indução.
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