SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2015
A hiperglicemia pós-operatória está relacionada ao aumento dos seguintes hormônios, EXCETO:
Estresse cirúrgico ↑ cortisol, epinefrina, glucagon, GH → hiperglicemia; TSH não eleva glicemia.
O estresse cirúrgico ativa o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal e o sistema nervoso simpático, liberando hormônios contrarreguladores como cortisol, epinefrina e glucagon, que elevam a glicemia. O TSH, embora um hormônio hipofisário, não tem impacto direto na glicemia.
A hiperglicemia pós-operatória é uma resposta fisiológica comum ao estresse cirúrgico, independentemente da presença de diabetes pré-existente. Essa resposta é mediada pela liberação de diversos hormônios contrarreguladores que visam fornecer substrato energético para o corpo em situação de estresse, mas que podem levar a níveis elevados de glicose no sangue. Os principais hormônios envolvidos na elevação da glicemia durante o estresse cirúrgico são o cortisol (liberado pelas adrenais em resposta ao ACTH), as catecolaminas (epinefrina e norepinefrina, liberadas pela medula adrenal e terminações nervosas simpáticas), o glucagon (liberado pelo pâncreas) e o hormônio do crescimento (GH, liberado pela hipófise). Esses hormônios atuam aumentando a produção hepática de glicose (glicogenólise e gliconeogênese) e promovendo resistência à insulina nos tecidos periféricos, diminuindo a captação de glicose. O TSH (Hormônio Estimulante da Tireoide), embora também seja um hormônio hipofisário e possa ser afetado pelo estresse, não tem um papel direto e significativo na regulação aguda da glicemia. O manejo da hiperglicemia pós-operatória é fundamental para otimizar os resultados cirúrgicos, reduzir complicações e melhorar o prognóstico do paciente, sendo um ponto crítico na prática clínica e nas provas de residência.
Os principais hormônios contrarreguladores que aumentam no pós-operatório são cortisol, catecolaminas (epinefrina e norepinefrina), glucagon e hormônio do crescimento (GH).
Esses hormônios promovem a glicogenólise e gliconeogênese hepática, aumentam a resistência à insulina nos tecidos periféricos e diminuem a captação de glicose, resultando em elevação dos níveis de glicose sanguínea.
A hiperglicemia pós-operatória está associada a um aumento do risco de complicações como infecções de sítio cirúrgico, cicatrização prejudicada, disfunção orgânica e maior mortalidade, tornando seu manejo crucial.
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