IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2015
Sobre diabetes mellitus, assinale a opção correta:
Hiperglicemia hospitalar em não diabéticos → maior mortalidade que em diabéticos conhecidos.
A hiperglicemia de estresse em pacientes internados sem diagnóstico prévio de diabetes é um marcador de gravidade e está associada a maior mortalidade e piores desfechos, comparado a pacientes com diabetes já estabelecido e com níveis glicêmicos semelhantes.
O diabetes mellitus é uma doença crônica de alta prevalência, e seu diagnóstico e manejo são fundamentais na prática médica. Os critérios diagnósticos são bem estabelecidos, envolvendo glicemia de jejum, glicemia casual com sintomas, teste oral de tolerância à glicose (TOTG) e hemoglobina glicada (HbA1c). É importante notar que uma glicemia isolada de 234 mg/dL, sem sintomas, não fecha o diagnóstico sem confirmação. A hiperglicemia em pacientes internados, conhecida como hiperglicemia de estresse, é um fenômeno comum e de grande relevância clínica. Estudos demonstram que pacientes sem diagnóstico prévio de diabetes que desenvolvem hiperglicemia durante a internação apresentam maior mortalidade e morbidade do que pacientes diabéticos conhecidos com níveis glicêmicos semelhantes. Isso sugere que a hiperglicemia de estresse em não diabéticos pode ser um marcador de uma resposta inflamatória e metabólica mais desregulada. O manejo da glicemia em pacientes críticos também é um ponto importante. Embora o controle glicêmico seja crucial, o tratamento intensivo com metas muito baixas (80-110 mg/dL) em terapia intensiva tem sido associado a maior risco de hipoglicemia e não demonstrou redução de mortalidade, sendo as metas mais liberais (140-180 mg/dL) geralmente preferidas.
Os critérios incluem glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL (em duas ocasiões), glicemia casual ≥ 200 mg/dL com sintomas, teste oral de tolerância à glicose (TOTG) com glicemia de 2h ≥ 200 mg/dL, ou HbA1c ≥ 6,5%.
É a elevação da glicemia em resposta a uma condição aguda (infecção, trauma, cirurgia), mesmo em indivíduos sem diagnóstico prévio de diabetes. É um marcador de gravidade e está associada a piores desfechos.
As diretrizes atuais recomendam manter a glicemia entre 140-180 mg/dL para a maioria dos pacientes em UTI. O controle intensivo (80-110 mg/dL) demonstrou aumentar o risco de hipoglicemia sem benefício claro na mortalidade.
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