SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2025
A hipergastrinemia pode resultar de uma variedade de causas. Os estados de doença associados à hipergastrinemia são divididos em ulcerogênicos (secreção ácida em excesso) e não ulcerogênicos (secreção ácida normal ou baixa). Assinale a alternativa que corresponde a uma CAUSA NÃO ULCEROGÊNICA:
Hipergastrinemia não ulcerogênica → secreção ácida normal/baixa, ex: DRGE (uso IBP), atrofia gástrica.
A hipergastrinemia pode ser classificada como ulcerogênica (com excesso de ácido, como no gastrinoma) ou não ulcerogênica (com secreção ácida normal ou baixa). A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) por si só não é uma causa primária, mas o tratamento com inibidores de bomba de prótons (IBP) pode levar à hipergastrinemia reativa devido à supressão ácida.
A hipergastrinemia, definida como níveis elevados de gastrina sérica, é uma condição clinicamente relevante que pode indicar diversas patologias gastrointestinais. A gastrina é um hormônio peptídico produzido pelas células G do antro gástrico, responsável por estimular a secreção de ácido clorídrico pelas células parietais. Sua elevação pode ser primária, como em tumores produtores de gastrina (gastrinomas), ou secundária a outras condições que afetam a secreção ácida ou a depuração da gastrina. A compreensão de suas causas é fundamental para o diagnóstico diferencial e manejo adequado. A classificação da hipergastrinemia em ulcerogênica e não ulcerogênica é crucial para a abordagem diagnóstica. As causas ulcerogênicas, como a Síndrome de Zollinger-Ellison (gastrinoma), são caracterizadas por hipersecreção ácida gástrica, que leva à formação de úlceras pépticas graves e refratárias. Já as causas não ulcerogênicas, como a gastrite atrófica, anemia perniciosa, insuficiência renal crônica ou o uso prolongado de inibidores de bomba de prótons (IBP), cursam com secreção ácida normal ou baixa. Nesses casos, a hipergastrinemia é frequentemente uma resposta compensatória à hipocloridria ou acloridria. O diagnóstico da hipergastrinemia envolve a dosagem da gastrina sérica em jejum, idealmente após a suspensão de IBP por pelo menos uma semana. A diferenciação entre as causas requer a avaliação da secreção ácida gástrica basal e estimulada, além de exames de imagem para localizar gastrinomas. O tratamento é direcionado à causa subjacente, podendo variar desde a suspensão de medicamentos até a ressecção cirúrgica de tumores. Para residentes, é vital reconhecer o perfil clínico e laboratorial de cada tipo de hipergastrinemia para evitar erros diagnósticos e instituir a terapêutica correta.
As causas incluem gastrinoma (Síndrome de Zollinger-Ellison), hiperplasia de células G antral, atrofia gástrica, uso de inibidores de bomba de prótons (IBP) e insuficiência renal crônica.
A diferenciação baseia-se na secreção ácida gástrica. Hipergastrinemia ulcerogênica cursa com hipersecreção ácida (ex: gastrinoma), enquanto a não ulcerogênica tem secreção ácida normal ou baixa (ex: atrofia gástrica, uso de IBP).
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) por si só não causa hipergastrinemia primária, mas o tratamento com Inibidores de Bomba de Prótons (IBP) para DRGE pode levar à hipergastrinemia reativa devido à supressão ácida.
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