Hiperfunção de Oblíquos Superiores e Padrão em A

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2017

Enunciado

A condição oculomotora exemplificada nas fotos abaixo ocorre na:

Alternativas

  1. A) Hiperfunção de músculos oblíquos superiores.
  2. B) Paresia de músculos oblíquos superiores.
  3. C) Paresia de músculos retos superiores.
  4. D) Hiperfunção de músculos oblíquos inferiores.

Pérola Clínica

Hiperfunção de Oblíquo Superior → Padrão em 'A' (divergência na infraversão).

Resumo-Chave

A hiperfunção dos músculos oblíquos superiores causa uma anisotropia em 'A', onde a exotropia aumenta ou a esotropia diminui no olhar para baixo.

Contexto Educacional

As anisotropias verticais (padrões em A e V) são fundamentais na avaliação do estrabismo. A hiperfunção dos oblíquos superiores leva ao padrão em A devido à sua ação secundária de abdução, que é mais forte na infraversão. O diagnóstico preciso através das 9 posições do olhar e do teste de cobertura é essencial para o planejamento cirúrgico, evitando correções insuficientes ou indesejadas dos músculos retos horizontais.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza o padrão em A no estrabismo?

O padrão em A é uma anisotropia vertical onde há uma variação na medida do desvio horizontal entre o olhar para cima e o olhar para baixo de pelo menos 10 dioptrias prismáticas. Especificamente, a convergência aumenta no olhar para cima ou a divergência aumenta no olhar para baixo. Frequentemente está associado à hiperfunção dos músculos oblíquos superiores.

Como identificar a hiperfunção do oblíquo superior no exame físico?

A hiperfunção do oblíquo superior (OS) é observada durante as versões. O OS é o principal depressor do olho quando este está em adução. Portanto, na levoversão, observa-se uma depressão excessiva do olho direito (se o OS direito estiver hiperfuncionante) e vice-versa. Clinicamente, isso se traduz em um desvio vertical que se acentua em determinadas posições do olhar.

Qual o tratamento para hiperfunção de oblíquos superiores?

O tratamento é cirúrgico quando há repercussão clínica significativa, como torcicolo ou desvios horizontais importantes nas posições verticais do olhar. As técnicas incluem o enfraquecimento do tendão do oblíquo superior, como a tenectomia parcial ou o alongamento do tendão com expansores de silicone, visando colapsar a anisotropia em A.

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