CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2017
A condição oculomotora exemplificada nas fotos abaixo ocorre na:
Hiperfunção de Oblíquo Superior → Padrão em 'A' (divergência na infraversão).
A hiperfunção dos músculos oblíquos superiores causa uma anisotropia em 'A', onde a exotropia aumenta ou a esotropia diminui no olhar para baixo.
As anisotropias verticais (padrões em A e V) são fundamentais na avaliação do estrabismo. A hiperfunção dos oblíquos superiores leva ao padrão em A devido à sua ação secundária de abdução, que é mais forte na infraversão. O diagnóstico preciso através das 9 posições do olhar e do teste de cobertura é essencial para o planejamento cirúrgico, evitando correções insuficientes ou indesejadas dos músculos retos horizontais.
O padrão em A é uma anisotropia vertical onde há uma variação na medida do desvio horizontal entre o olhar para cima e o olhar para baixo de pelo menos 10 dioptrias prismáticas. Especificamente, a convergência aumenta no olhar para cima ou a divergência aumenta no olhar para baixo. Frequentemente está associado à hiperfunção dos músculos oblíquos superiores.
A hiperfunção do oblíquo superior (OS) é observada durante as versões. O OS é o principal depressor do olho quando este está em adução. Portanto, na levoversão, observa-se uma depressão excessiva do olho direito (se o OS direito estiver hiperfuncionante) e vice-versa. Clinicamente, isso se traduz em um desvio vertical que se acentua em determinadas posições do olhar.
O tratamento é cirúrgico quando há repercussão clínica significativa, como torcicolo ou desvios horizontais importantes nas posições verticais do olhar. As técnicas incluem o enfraquecimento do tendão do oblíquo superior, como a tenectomia parcial ou o alongamento do tendão com expansores de silicone, visando colapsar a anisotropia em A.
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