CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2023
Um paciente com hipertropia esquerdo/direito em dextroversão e hipertropia direito/esquerdo em levoversão apresenta mais provavelmente hiperfunção dos músculos oblíquos:
HT no adução (ex: olho E em dextroversão) = Hiperfunção do Oblíquo Inferior.
A hiperfunção dos oblíquos inferiores manifesta-se como hipertropia do olho que aduz durante as versões laterais (dextro e levoversão).
A avaliação da motilidade ocular exige o conhecimento das posições diagnósticas do olhar. Os músculos oblíquos inferiores têm sua ação de elevação maximizada quando o eixo visual está alinhado com o eixo de tração do músculo, o que ocorre em adução. A hiperfunção pode ser graduada de +1 a +4 e o tratamento cirúrgico, como o recuo ou a miectomia do OI, é indicado quando há desvio estético ou torcicolo compensatório.
A hiperfunção do oblíquo inferior (OI) é identificada quando há uma elevação excessiva do olho ao realizar o movimento de adução (olhar para o lado oposto). Clinicamente, observa-se uma hipertropia que aumenta na versão em que o olho afetado está aduzido. Pode ser primária ou secundária à paralisia do oblíquo superior ipsilateral.
O músculo oblíquo inferior é o principal elevador do olho quando este está em adução (em direção ao nariz). Já o músculo reto superior é o principal elevador quando o olho está em abdução (em direção à têmpora). Essa distinção é crucial para o diagnóstico diferencial de desvios verticais.
O padrão em 'V' é frequentemente associado à hiperfunção bilateral dos oblíquos inferiores. Caracteriza-se por uma esotropia que aumenta no olhar para baixo ou uma exotropia que aumenta no olhar para cima, devido à ação abdutora secundária dos oblíquos inferiores na elevação.
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